Mário da Silva Pinto II

Entrevista

Mário da Silva Pinto II

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou por vários cargos ligados ao Departamento Nacional de Produção Mineral e ao Conselho de Desenvolvimento, no período de 1938 a 1960.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães
Maria Ana Quaglino
Data: 9/7/1987 a 30/7/1987
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 8h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Mário Abrantes da Silva Pinto
Nascimento: 3/10/1907; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenharia Geográfica, Civil e de Minas pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro (1927).
Atividade: Estagiou no serviço geológico e mineralógico do Brasil e foi efetivado como técnico em 1928; foi integrado ao quadro de engenheiros tecnologistas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) (1933); dirigiu o laboratório de produção mineral do DNPM (1938-1948); dirigiu o DNPM e passou a integrar o Conselho Nacional de Minas e Metalurgia (1948-1951); foi consultor industrial da carteira de comércio exterior do Banco do Brasil (1951); assessor técnico da Presidência da República (1951-1954); fundador e membro do Conselho Deliberativo do CNPq (1951-1953) e secretário executivo da comissão de exportação de materiais estratégicos (1952-1956); lecionou metalurgia no curso de engenharia química da Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (1953); foi professor dos cursos de planejamento e de desenvolvimento econômico da comissão econômica para a América Latina (Cepal) e da fundação Getúlio Vargas (1955-1958); integrou o Conselho de Desenvolvimento, durante o governo Juscelino Kubitschek (1956-1960); chefiou o departamento de projetos do BNDE (1958-1959); assumiu interinamente a direção do banco (1959); foi diretor superintendente da sociedade civil de planejamento e consultas técnicas ltda. (1960); foi professor do curso de pós-graduação em economia da FGV (1966); foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) (1967).

Equipe

Levantamento de dados: Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;Maria Ana Quaglino;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;Maria Ana Quaglino;

Transcrição: Márcia de Azevedo Rodrigues;

Conferência da transcrição: Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;

Copidesque: Dora Rocha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;Carlos Eduardo Sicsú Grillo;

Temas

Assessoria Econômica da Presidência da República;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico;
Carlos Lacerda;
Escola Superior de Guerra;
Geologia;
Glycon de Paiva;
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Governos militares (1964-1985);
Guilherme Guinle;
Indústria automobilística;
Indústria petroquímica;
Juscelino Kubitschek;
Leonel Brizola;
Luiz Simões Lopes;
Mário da Silva Pinto;
Petrobras;
Petróleo;
Plano de Metas (1956-1960);
Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico e Social;
Política econômica;
Política energética;
Roberto Campos;

Sumário

1a Entrevista: Declaração de princípios; horror à xenofobia; ingresso como estagiário no Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil (SGMB); elogio a Eusébio Paulo de Oliveira; passagem pelos vários departamentos de SGMB; preocupação do SGMB com a questão energética: petróleo e xisto; presença de técnicos estrangeiros no SGMB desde sua fundação; a competência dos técnicos do SGMB; transformação do SGMB em DNPM e saída de Eusébio de Oliveira; trabalho do entrevistado sobre o sal em Cabo Frio; a utilização pela iniciativa privada dos trabalhos do DNPM; os nomes do DNPM que fizeram a história da geologia no Brasil; Código de Minas, elaboração e fundamentos; mudanças no SGMB por sua transformação em DNPM; grupo formado pelo entrevistado, Glycon de Paiva, Irnack Amaral, Henrique Capper Alves de Sousa, Luciano Jacques de Morais e Sílvio Fróis de Abreu; a descoberta por Glycon e Sílvio Fróis de petróleo no Recôncavo; a disputa pela autoria da descoberta; as peculiaridades do petróleo de Lobato; o erro de Oppenheim, embora competente e honesto; Monteiro Lobato, um canalha; Melamphy, competente mas ingênuo; 1938; desorganização do DNPM sob Fleury da Rocha; a nomeação de Luciano Jacques de Morais e a jovem diretoria por ele escolhida; o papel de Guilherme Guinle na descoberta do petróleo de Lobato; mudança de posição do DNPM depois da descoberta; ; Horta Barbosa e incidentes na transferência de equipamentos do DNPM para o Conselho Nacional de Petróleo (CNP); divisão de poderes entre técnicos e militares no CNP; preocupação mercantilista do CNP; nomeação para diretor-geral do DNPM em 1948; razões da demissão em 1951; obras do entrevistado na direção-geral do DNPM; contratação de geólogos americanos durante e após a guerra: "homens de bem"; Plano do Carvão; ingresso na Assessoria Econômica de Vargas; carvão e petróleo como fontes de energia; horror ao monopólio estatal; opinião sobre Jesus Soares Pereira......................................................................................................................1 a 34

2a Entrevista: Reflexões sobre a importância da entrevista; o DNPM e o Estatuto do Petróleo; a antixenofobia do DNPM; o exemplo da Schlumberger; criação da Petrobrás: Vargas contra o monopólio estatal, instituído por "leizinha da UDN"; na Assessoria Econômica de Vargas; a exclusão do entrevistado da comissão do Plano do Carvão; os membros da Assessoria Econômica; o caso do manganês do Amapá e da Icome; perfil do ex-diretor da Petrobrás Neiva de Figueiredo; defesa do investimento privado para a erradicação da miséria do povo brasileiro; relação do entrevistado com o grupo nacionalista da Assessoria Econômica; participação no CNPq; na Escola Superior de Guerra (ESG), em 1951: breve histórico da ESG, opinião sobre professores, conferencistas e colegas de turma; perfil do general Cordeiro de Farias, comandante da ESG; a questão do petróleo na ESG; relações da Assessoria Econômica com os ministérios; o final do governo Vargas; a saída do entrevistado do CNPq; perfil de Gregório Fortunato; perfile relações com Luís Simões Lopes; professor na CEPAL e na Escola Nacional de Química; auditor do BID em Washington; assessor de Luís Simões Lopes na Carteira de Exportação e Importação (Cexim), atual Carteira de Comércio Exterior (Cacex); convite de Roberto Campos para chefiar o Departamento de Projetos do BNDE em 1958: a retenção dos projetos pelos esquerdistas, episódio com Mário Ludolf; ida para o Conselho de Desenvolvimento e desapontamento com Juscelino; o Plano de Metas de Juscelino como plano onírico; rápido perfil de Lúcio Meira; a origem da indústria automobilística brasileira no governo Café Filho; a implantação da Mercedes Benz; condições para a implantação de indústrias automobilísticas no Brasil em 1954; Lúcio Meira ligado à indústria de construção naval, e não à indústria automobilística; saída do entrevistado do BNDE; o Tratado de Roboré: elaboração e utilidade; propostas de exploração do petróleo de Roboré; depoimento do entrevistado sobre Roboré perante a CPI da Câmara; participação de Carlos Lacerda na CPI; perfil de Roberto Campos; a política econômica brasileira em 1959 e a saída do entrevistado do BNDE; a política do BNDE: financiamento para construção da usina hidrelétrica do lago Paranoá em Brasília; o projeto da Companhia Nacional de Álcalis...........................................................................34 a 70

3a Entrevista: Situação do entrevistado na Cacex; perfil de Henrique Capper Alves de Sousa; relações pessoais com o antigo grupo do DNPM; a economia trazida para o país pelo grupo do entrevistado na Cacex; importância da implantação do conceito de números-índices na Cacex; opinião sobre os funcionários do Banco do Brasil nos anos 50; leitura comentada de pareceres do entrevistado na Cacex; trabalho recente da Consultec para a Petrobrás; análise comparativa entre a linha de atuação da Petrobrás nos seus primeiros anos e hoje; opinião sobre o presidente da Petrobrás, Ozires Silva; a implantação da indústria automobilística no Brasil; a estratégia de atuação da Petrobrás nos seus primórdios; cursos e formação de técnicos da Petrobrás, participação dos ex-funcionários do DNPM; a descoberta de petróleo em Lobato; os primeiros órgãos de planejamento estatal e a participação do entrevistado em alguns deles; comparação entre os funcionários do Banco do Brasil e do BNDE; auditoria para o BID em Washington; carta a Arnaldo Blanc, do Banco do Brasil, em 1955, por ocasião de convite para trabalhar como assessor do grupo Votorantim; recusa ao cargo de representante geral do grupo Votorantim no Rio; experiência de professor; formação da Consultec e exemplos de trabalhos já realizados; comparação entre a atuação na iniciativa privada e em órgãos públicos; situação atual da Consultec; origem familiar; a política de financiamento do BNDE hoje; a diretoria do BNDE na época do entrevistado, perfil de Cleanto de Paiva Leite e Celso Furtado; opinião sobre o Plano de Metas e sobre Juscelino; trabalho da Consultec sobre a indústria farmacêutica no governo Castelo Branco; comparação entre a indústria farmacêutica brasileira e a estrangeira; dados sobre o patrimônio do entrevistado; o afastamento de Roberto Campos da Consultec com a nomeação para embaixador em Washington; perfil de Roberto Campos; perfil de Leonel Brizola e episódio da importação de turbinas; o IPES; o processo contra os jornalistas Hélio Fernandes e Joel Silveira; episódio com Brizola.....70 a 107

4a Entrevista: Opinião sobre o livro de Eusébio de Oliveira, "História da pesquisa de petróleo no Brasil"; diferença entre sondagem por administração e por contrato; problemas internos no DNPM em 1938-1939; perfil de Fleury da Rocha e motivo de sua saída do DNPM; a passagem das atividades de petróleo do DNPM para o CNP; o papel de Lobato e o papel de Guilherme Guinle; a posição do entrevistado e dos demais técnicos do DNPM sobre o capital estrangeiro na extração de petróleo; opinião sobre a campanha "O petróleo é nosso"; o papel ambíguo de Vargas na questão da nacionalização do petróleo; perfil de Glycon de Paiva e sua participação no Código de Mineração de 1967; sobre o Código de Mineração de 1967: membros da comissão de elaboração presidida pelo entrevistado, principais características do código, comparação com o Código de Minas de 1934; sobre o Plano Decenal do governo Castelo Branco: principais objetivos; criação da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) pelo ministro Dias Leite e extinção do DNPM; renúncia do entrevistado à presidência do Conselho do Plano Decenal; conseqüências do esvaziamento do DNPM para o entrevistado; opinião sobre o ministro Dias Leite; participação na reforma administrativa da década de 1950; opinião sobre os governos brasileiros pós-64; os contratos de risco; provas de que a origem da indústria automobilística brasileira é anterior ao governo Juscelino; comparação entre a atuação do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA) e da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc); relações da Marcedes Benz com a Cacex e o GEIA; participação de Glycon de Paiva e Macedo Soares no conselho de administração da Marcedes Benz; contexto brasileiro na época da implantação da indústria automobilística; a Consultec: breve histórico da firma, primeiros trabalhos, estatutos, situação atual; relações com Carlos Lacerda; opinião sobre a UDN e os políticos em geral; trabalhos da Consultec para o então governador Carlos Lacerda e desentendimento quanto à Escola de Desenho Industrial; estudo recente da Consultec para a Petrobrás; outros trabalhos recentes....107 a 141
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