Mário Viana Dias

Entrevista

Mário Viana Dias

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua vida profissional.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Clara Mariani
Tjerk Franken
Carla Costa
Data: 30/5/1977 a 14/6/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Mário Ulysses Viana Dias
Nascimento: 26/4/1914; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1937).
Atividade: Estagiou no laboratório de fisiologia do Instituto Osvaldo Cruz (1933-1935); trabalhou na comissão técnica de piscicultura do Nordeste, dirigida por Rodolfo Von Ihering (1935-1937); foi assistente da cadeira de fisiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil (1937); pesquisador assistente pelo Instituto Osvaldo Cruz (1938); integrou o quadro permanente de biologistas do Instituto em 1945; chefiou a seção de endocrinologia (1945); catedrático de fisiologia da escola de medicina e cirurgia do Rio de Janeiro (1948); estagiou no National Institute for Medical Research, Inglaterra, com bolsa do medical Research Council (1948); chefiou a seção de fisiologia do Instituto de Manguinhos (1949); livre docente da cadeira de fisiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil (1951); chefiou a divisão de neurologia experimental do Instituto de Neurologia dessa Universidade (1951-1958); catedrático de fisiologia da Faculdade Fluminense de Medicina (1956); dirigiu pro-tempore o instituto biomédico da universidade federal fluminense (uff) (1968-1971); chefiou o departamento de fisiologia do centro de ciências médicas dessa universidade (1970-1972); dirigiu o laboratório de neurofisiologia da divisão de fisiologia do Instituto Osvaldo Cruz (1971).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Atividade acadêmica;
Biologia;
Carlos Chagas;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Ensino superior;
Física;
Formação profissional;
Fundação Rockefeller;
História da ciência;
Instituições científicas;
Instituto Oswaldo Cruz;
Metodologia de pesquisa;
Museu Nacional;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Química;
Saúde mental;
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;
Universidade Federal Fluminense;
Zoologia;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: o interesse pela zoologia e o ingresso na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro; o contato com Álvaro e Miguel Osório de Almeida e André Dreyfus; o ingresso no Instituto Osvaldo Cruz: o estágio no laboratório de fisiologia de Miguel Osório; a experiência na Clínica Psiquiátrica da Faculdade de Medicina; os trabalhos desenvolvidos com Rodolfo von lhering na Comissão Técnica de Piscicultura do Nordeste; a volta a Manguinhos e a contratação em 1938; a gestão de Cardoso Fontes no Instituto Osvaldo Cruz; as linhas de investigação e a equipe de pesquisadores do Instituto na época; a tradição taxionômica das escolas de helmintologia e entomologia de Manguinhos; a colaboração de Haiti Moussatché em suas pesquisas; a atuação da Fundação Rockefeller no Brasil nos anos 30; o laboratório de fisiologia dos irmãos Osório de AImeida; a contratação de Carneiro Felipe e Miguel Osório pelo Instituto Osvaldo Cruz durante a gestão de Carlos Chagas; a carreira de pesquisador e o regime de trabalho desse instituto; o concurso para biologista em 1945; os trabalhos sobre a epilepsia em rãs; as relações com Carlos Chagas Filho e com o Instituto de Biofísica da UFRJ; as rivalidades entre o grupo de Carlos Chagas e Osvaldo Cruz e o de Figueiredo Vasconcelos e Cardoso Fontes; as gestões de Cardoso Fontes e Olímpio da Fonseca no Instituto Osvaldo Cruz; os primeiros trabalhos de-senvolvidos no Instituto; a introdução das técnicas da físico-química e da bioquímica por Carlos Chagas; os estágios com Lindor Brown no Instituto de Biofísica e no National Institute for Medical Research; a contratação de cientistas estrangeiros pelo Instituto Osvaldo Cruz.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 2: a decadência do Instituto de Manguinhos; o desenvolvimento do Instituto de Biofísica da UFRJ; a carreira de Jorge Guimarães; a experiência como pesquisador do Instituto de Neurologia da Universidade do Brasil; a contratação pela Faculdade Fluminense de Medicina em 1956; a gestão de Francisco Rocha Lagoa no Instituto Osvaldo Cruz; a nomeação para a direção do Instituto Biomédico da Universidade Federal Fluminense (UFF); a volta a Manguinhos e a transferência para a área de saúde mental.

Sumário da 3ª entrevista:

Fita 2 (continuação): a implantação e o desenvolvimento da fisiologia no Brasil: o incentivo do imperador Pedro II, a vinda de Luís Couty para o país, a criação do laboratório de fisiologia experimental do Museu Nacional em 1878, a contribuição científica de Couty e de Batista de Lacerda, o laboratório dos Irmãos Osório de Almeida, os trabalhos do Instituto de Biofísica; a biofísica e a fisiologia; a fisiologia em São Paulo: Tales Martins, José Ribeiro do Valle, Paulo Enéas Galvão e Maurício da Rocha e Silva; as escolas de fisiologia, microbiologia e protozoologia de Manguinhos; as linhas de pesquisa de Carlos Chagas Filho; o desenvolvimento da física e da química no país; a liderança "carismática" de Gleb Wataghin, Osvaldo Cruz e Carlos Chagas Filho; a criação do Instituto Biológico de São Paulo e a situação atual desse instituto; a importância da microbiologia; a falta de apoio governamental à química; o desenvolvimento da bioquímica no país; a formação dos pesquisadores: a importância da atividade laboratorial; o sistema de pós-graduação adotado no Brasil; as conseqüências da massificação do ensino superior; a orientação e o sistema de financiamento do CNPq; a substituição dos cientistas pelos administradores na direção dos órgãos de amparo à pesquisa científica.

Fita 3: a liberdade dos pesquisadores de Manguinhos; a atual importância do planejamento científico; as Memórias do Instituto Osvaldo Cruz: a seleção dos trabalhos; a decadência de Manguinhos durante a gestão de Rocha Lagoa: a desativação do laboratório de Walter Osvaldo Cruz e de outras unidades de pesquisa; a contribuição de Walter Cruz ao Instituto; a formação do técnico de laboratório; a equipe técnica de Manguinhos; a Sociedade Brasileira de Fisiologia; a publicação de trabalhos em revistas especializadas; o papel e a atuação da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências.

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