Maurício de Andrade Ramos

Entrevista

Maurício de Andrade Ramos

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. O entrevistado foi colega de Mario Henrique Simonsen na Escola Nacional de Engenharia (até 1957) e, como professor, no curso de análise econômica do Conselho Nacional de Economia (1957-1958).
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Ignez Cordeiro de Farias
Data: 20/4/2001
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h25min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Maurício de Andrade Ramos
Nascimento: 19/10/1931; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Formado Engenheiro Civil (1956) com aperfeiçoamento em Engenharia Econômica (1957) pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, atual UFRJ.
Atividade: Professor do curso de análise econômica do Conselho Nacional de Economia (1958-1959); diretor da Companhia Edificadora Rio entre fins da década de 1950 e inícios da de 1960; superintendente de vendas das Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas) em inícios da década de 1960; diretor industrial e comercial da Companhia Ferro e Aço de Vitória de 1964 a 1968, aproximadamente; exerceu funções de direção em diversas empresas do grupo cordeiro guerra, como a Veplan e o Banco Residência. À época da entrevista, era assessor da presidência da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.

Equipe

Levantamento de dados: Ignez Cordeiro de Farias;Verena Alberti;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Ignez Cordeiro de Farias;Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Banco Nacional de Habitação;
Conselho Nacional de Economia;
Economia;
Economistas;
Engenharia;
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP);
Governo Fernando Collor (1990-1992);
Governo Itamar Franco (1993-1994);
Mário Henrique Simonsen;

Sumário

Entrevista: 20.04.2001.
Origem familiar; o Conselho Nacional de Economia; formação dos economistas antes de 1960; ligação entre as famílias de Mário Henrique Simonsen e a do entrevistado; a genialidade de Mário Henrique Simonsen: fama na Escola de Engenharia; a opção pela carreira de engenheiro; o curso de aperfeiçoamento em engenharia econômica da Escola de Engenharia da Universidade do Brasil, que cursou em 1957; o curso de análise econômica do Conselho Nacional de Economia: entrada de Mário Henrique Simonsen e do entrevistado como professores (1958), alunos, grande curricular, professores; experiência como engenheiro na iniciativa privada e como chefe do escritório da Usiminas no Rio de Janeiro (1961-1964); trabalho na diretoria da Companhia Ferro e Aço Vitória (1964-1966); entrada como sócio para a empresa construtora Cordeiro Guerra: expansão e atividades da empresa(1967); a lei do Sistema Financeiro de Habitação (SFH - 1964) e seu impacto na indústria de construção imobiliária; expansão do mercado imobiliário nas décadas de 1960 e 1970; crítica à generalização da correção monetária a partir da década de 1960: aumento da concentração de renda; a Primeira conferência internacional sobre crédito imobiliário no Brasil, promovida pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) em 1968; a lei do Mercado de Capitais (1965), de autoria de Mário Henrique Simonsen, e suas conseqüências para o mercado financeiro; visão privilegiada de Mário Henrique sobre os problemas da economia brasileira já na década de 1960; crítica à política protecionista defendida pela Federação das Empresas do Estado de São Paulo (FIESP); a "bolha" na bolsa entre 1970 e 1971; repercussão no Rio de Janeiro da saída de Mário Henrique Simonsen do governo em 1979; sucesso dos governos de Fernando Collor de Melo, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso no combate à inflação; situação atual da economia brasileira; avaliação das medidas relativas ao comércio exterior tomadas por Simonsen no ministério da Fazenda; comentário sobre o reconhecimento internacional à capacidade intelectual de Mário Henrique Simonsen.
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