Maurício Schulman

Entrevista

Maurício Schulman

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor de energia elétrica: fase pré-operacional da Eletrobrás (1953 a 1962)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil (1987-88). Informações sobre o acervo produzido no contexto deste projeto podem ser obtidas em "Programa de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos" (Rio de Janeiro, Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1990). A escolha do entrevistado se justificou por ser ex-presidente da Eletrobrás.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Código: E132

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Ana Quaglino
Maria Bernadette Gouveia Bogossian
Data: 4/3/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h5min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Maurício Schulman
Nascimento: 21/1/1932; Curitiba; PR; Brasil;

Formação: Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da Universidade do Paraná.
Atividade: Presidente do Banco Nacional da Habitação - BNH (1974-79); presidente da Eletrobrás (1979-80); presidente da CSN (1993-95); presidente da Febraban (1994-97).

Equipe

Levantamento de dados: Maria Ana Quaglino;Maria Bernadette Gouveia Bogossian;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Ana Quaglino;Maria Bernadette Gouveia Bogossian;

Conferência da transcrição: Plínio de Abreu Ramos;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;Dora Rocha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: José Luciano de Mattos Dias;

Temas

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico;
Eletrobrás;
Energia elétrica;
Maurício Schulman;
Nei Braga;
Paraná;
Política energética;
Política estadual;

Sumário

1a Entrevista: Situação do abastecimento de energia elétrica no Paraná e crescimento urbano na década de 50; os cursos de engenharia: a experiência de estudante; admissão na Copel; atividade do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Paraná: a construção das primeiras usinas; empresas particulares e abastecimento de energia elétrica: a colonização do Paraná; criação da Copel e conflitos com o Departamento de Águas e Energia Elétrica; o segundo governo Moisés Lupion no Paraná; a instabilidade da Copel: carência de recursos; a elaboração de um plano de eletrificação para o estado; cursos no exterior oferecidos pela Copel a seus técnicos; fontes de financiamento para a Copel; crescimento econômico do Paraná e necessidades de energia elétrica; a criação do Pladep - Plano de Desenvolvimento Econômico do Paraná - e o plano de eletrificação do estado durante o governo Nei Braga; a construção da Usina de Salto Grande: acordos com o estado de São Paulo; a construção da Usina de Figueira: financiamentos externos e do BNDE; os represetnantes do setor privado na organização do Pladep; a opinião pública e as empresas de energia elétrica: a falta de prestígio da Copel; a encampação das empresas estrangeiras no Rio Grande do Sul e em Pernambuco; ligações com o governador Nei Braga: a nomeação do professor Parigot para a presidência da Copel e a do entrevistado para a Superintendência Técnica; reorganização da Copel; nomeação para a direção do Departamento de Águas e Energia Elétrica: a missão de extingui-lo; a definição, pela Copel, do plano de eletrificação do estado; contatos de Nei Braga com Carvalho Pinto, governador de São Paulo, e os financiamentos para a Copel; as usinas de Capivari-Cachoeira e Figueira no conjunto do plano de eletrificação; o trabalho no Departamento de Águas e Energia Elétrica: satisfação das demandas políticas locais; criação da Codepar - Companhia de Desenvolvimento do Estado do Paraná - e a nomeação para a Direção de Operações; primeiros empréstimos externos para a construção de usinas no Paraná; o desenvolvimento econômico no período Nei Braga; a repercussão da aprovação da lei da Eletrobrás; os projetos financiados pela Codepar; o impacto político da campanha de Nei Braga: ênfase no espírito público da administração; as interferências políticas na administração; as agências financiadoras: Aliança para o Progresso, Banco Interamericano e BNDE; perspectivas do relacionamento com a Eletrobrás; indicação para o Conselho Consultivo e para a Coordenação das Centrais Elétricas de Urubupungá; a situação econômica do Paraná em 1962 e os financiamentos para a construção de usinas; saída da Codepar e retorno à direção da Copel (1962); a criação da EnerSul (1966); dificuldades da Copel a partir de 1965; o convite para a assessoria do ministro do planejamento Roberto Campos; a elaboração do PAEG; retorno à Copel; a compra das empresas privadas nacionais e estrangeiras; primeiras negociações com o Paraguai para a construção de hidrelétricas; o convite para uma das diretorias da Eletrobrás; a tarefa de coordenar o relacionamento da Eletrobrás com as subsidiárias; o primeiro planejamento elaborado pela Eletrobrás; a importância dos contatos estabelecidos na América Latina; a experiência nas negociações com as agências financiadoras internacionais; a venda de empresas privadas de energia elétrica às empresas estaduais; os primeiros passos para a interligação do sistema; o Comitê Centro-Sul de Energia Elétrica; a origem do pessoal técnico da Copel; o convite para a Secretaria de Fazenda do Estado do Paraná; o convite para a presidência do BNH durante o governo Geisel; os problemas administrativos e políticos gerados pela inflação; na presidência da Eletrobrás (1979-80) durante o governo Figueiredo: problemas com a dívida externa e com os investimentos internos; trabalho no Conselho de Itaipu e retorno ao Paraná; a evolução das empreiteiras no Paraná e no Brasil em geral.
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