Maury Miranda

Entrevista

Maury Miranda

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado justificou-se por seu trabalho no Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil (atual UFRJ), entre outras coisas.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Clara Mariani
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Data: 18/8/1977 a 25/8/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 9h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Maury Miranda
Nascimento: 8/7/1930; Uberlândia; MG; Brasil;

Formação: Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil (1954).
Atividade: Trabalhou no instituto de biofísica da Universidade do Brasil, convidado por Carlos Chagas Filho (1949); estagiou no laboratório de bioquímica na Universidade de Chicago (1954); estagiou no laboratório John Cooper, na Northwestern University e mais tarde, no laboratório de severo Ochoa, no departamento de bioquímica da Universidade de Nova York (1958); foi professor adjunto no instituto de biofísica (1958); chefiou o laboratório de biologia molecular desse instituto (1958); foi pesquisador visitante da Carnegie Institution, em Washington, foi professor da UFPE; foi professor da UFCE; foi professor dos cursos de pós-graduação em biologia molecular dos institutos biofísica e de biologia da UFRJ.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Biologia;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Ensino superior;
Estados Unidos da América;
Física;
Formação profissional;
Fundação Rockefeller;
História da ciência;
Importação;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Instituto Oswaldo Cruz;
Intercâmbio cultural;
Legislação;
Maury Miranda;
Medicina;
Mercado de trabalho;
Metodologia de pesquisa;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Universidade de São Paulo;
Universidade do Brasil;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: as aulas práticas de biologia ministradas no Colégio Anglo-Latino; origem familiar; o interesse pela biologia e o ingresso na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil; o estágio no laboratório de histologia de Francisco Bruno Lobo; as aulas de Carlos Chagas Filho; o convite de Chagas para trabalhar no Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil; a equipe de pesquisadores e o ambiente de trabalho desse instituto; as conferências de cientistas estrangeiros; a efetivação no Instituto em 1950; a especialização em bioquímica com E. Gusman Barrón na USP; os trabalhos realizados com Erick Harris sobre receptores de acetilcolina; a segunda geração do Instituto de Biofísica; o curso de John Cooper sobre os radioisótopos; a liderança científica do Instituto de Biofísica; a captação de recursos; a gestão de Álvaro Alberto no CNPq; o papel da Academia Brasileira de Ciências na época: a atuação de Artur Moses; o incentivo de Carlos Chagas Filho ao treinamento dos pesquisadores no exterior; o estágio no laboratório de Barrón na Universidade de Chicago: a bolsa da Fundação Rockefeller; a morte de Barrón e a transferência para o laboratório de John Cooper na Northwestern University; a experiência no laboratório de Severo Ochoa na Universidade de Nova Iorque; as divergências com Ochoa e a volta ao Brasil em 1958.

Fita 2: o auxílio do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) à organização do laboratório de biologia molecular do Instituto de Biofísica; o interesse pelos bacteriófagos e os trabalhos realizados com Rudolf Haussman; os seminários científicos no Instituto de Manguinhos; o convite da Carnegie Institution para proferir conferências no México, na Venezuela e nos EUA; o contato com Dean Cowey e os trabalhos realizados com esse cientista; a volta aos EUA em 1963 como pesquisador visitante da Carnegie Institution; o relacionamento com Marshall Nirenberg; a importância da biologia molecular; o interesse pela fisiologia do desenvolvimento e o início das pesquisas com a Rhynchosciara; a colaboração com Antônio Cordeiro na organização do laboratório de drosófila do Departamento de Genética da UFRJ; a introdução da engenharia genética no país; a tentativa frustrada de organizar um workshop sobre engenharia genética no Instituto de Biofísica; a legislação da engenharia genética no Brasil.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 3: o desenvolvimento da biologia molecular: a elucidação da estrutura da molécula do DNA por F. Crick, J. Watson e M. Wilkins, a importância do estudo dos bacteriófagos; os novos desafios da biologia e da engenharia genética; a atual linha de pesquisa do entrevistado: a fisiologia do desenvolvimento.

Fita 4: as aplicações da engenharia genética no Brasil; a política do CNPq: o assessoramento da comunidade científica; o acesso dos cientistas brasileiros às novas tecnologias desenvolvidas no exterior; a inexistência de infra-estrutura para a pesquisa científica no país; o corpo de pesquisadores do laboratório de biologia molecular do Instituto de Biofísica da UFRJ; a administração da ciência no Brasil; as restrições às importações e suas conseqüências para o trabalho científico; a atuação da Academia Brasileira de Ciências; o papel da SBPC: as reuniões anuais.

Sumário da 3ª entrevista:
Fita 5: os cursos do laboratório de biologia molecular do Instituto de Biofísica; a atração dos físicos pela biofísica; a seleção dos candidatos à pós-graduação no Instituto; as debilidades do ensino pós-graduado no Brasil; a pesquisa em medicina experimental; a atração dos universitários pela pós-graduação; o auxílio da Fundação Rockefeller à ciência brasileira: a atuação de Harry Miller Jr.; o treinamento dos pós-graduandos no Instituto de Biofísica; o recrutamento dos docentes na Unicamp; o financiamento à pesquisa científica no país; o mercado de trabalho para os pós-graduados em biofísica; Marcos Mares Guia e a organização da Biobrás.

Fita 6: os Anais da Academia Brasileira de Ciências; as linhas de pesquisa do laboratório de biologia molecular do Instituto de Biofísica; o intercâmbio de informações entre os pesquisadores do Instituto; os atuais núcleos de pesquisa em biologia molecular existentes no país; os critérios de avaliação da produtividade dos pesquisadores; as contribuições científicas de Aristides Pacheco Leão e de Gustavo de Oliveira Castro; o acesso às publicações especializa-das; as reuniões semanais do laboratório de biologia molecular; a situação atual do Instituto de Biofísi-ca da UFRJ: a falta de cooperação entre os labora-tórios, a valorização de aparelhagens sofisticadas; a assistência de Carlos Chagas Filho aos alunos e sua liderança junto aos pesquisadores.

Fita 7: o regime de trabalho do Instituto de Biofísica; o recrutamento dos pesquisadores; as possibili-dades da engenharia genética: a produção de insulina; os perigos dessa nova tecnologia; a regulamenta-ção da engenharia genética no Brasil.
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