Nise da Silveira

Entrevista

Nise da Silveira

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. Foi publicada no livro Pandolfi, Dulce Chaves. Camaradas e companheiros: memória e história do PCB. Rio de Janeiro: Relume-Dumará: Fundação Roberto Marinho, 1995. Uma análise desta entrevista pode ser encontrada em Pandolfi, Dulce Chaves. "Femmes militantes: une histoire de plusieurs vies.", in: VIII International Oral History Conference, "Memory and Multiculturalism", Siena-Lucca, 25-28 fevereiro 1993. Anais da conferência, p.874-881. A escolha da entrevistada se justificou por sua militância política.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Dulce Chaves Pandolfi
Data: 26/9/1992 a 2/10/1992
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Nise Magalhães da Silveira
Nascimento: 15/2/1905; Maceió; AL; Brasil;

Falecimento: 30/10/1999; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Faculdade de Medicina da Bahia, turma de 1926.
Atividade: Psiquiatria, pesquisa científica e ativismo político.

Equipe

Levantamento de dados: Dulce Chaves Pandolfi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Dulce Chaves Pandolfi;

Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Julia Alves Pinheiro;Stephane Ramos da Costa;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Marina Gerasso;

Temas

Astrogildo Pereira;
Comunismo;
Departamento de Ordem Política e Social - DOPS;
Instituições carcerárias;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;

Sumário

Entrevista: 26/09/1992

Fita 1-A: Atividade dos pais nas primeiras décadas do século XX; relato sobre o ambiente doméstico durante a infância ; contato com a música através da mãe; relação do pai com a música; comparação entre o comportamento atípico dos pais e a sociedade convencional do início do século XX; solidariedade entre os tios da entrevistada; relação dos tios com o poder da família Malta em Maceió; lembranças do engajamento político do pai; opção da entrevistada pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1926.

Fita 1-B: Relação com os colegas de faculdade; opções de faculdade na década de 20; escolha pela medicina; retorno da entrevistada para Maceió no ano de conclusão da faculdade; breve relato sobre o falecimento do pai; viagens ao Recife com a mãe para visitar familiares na década de 10; chegada ao Rio de Janeiro no final dos anos 20; contatos com o comunismo através de Otávio Brandão; lembranças da amiga Laura.

Fita 2-A: Dificuldades de adaptação ao Partido Comunista; expulsão do partido nos anos 30 devido a pouca participação nas atividades; as tarefas no partido; prisão a partir da denúncia de uma enfermeira em março 1936; considerações acerca da presença de Luiz Carlos Prestes no Partido Comunista; motivos para ingressar no Partido Comunista no início da década de 30; aprendizado durante o período em que a entrevistada morou no hospício; encaminhamento para a Rua da Relação e prestação de depoimento.

Fita 2-B: Momentos iniciais no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) na Rua da Relação; transferência para o presídio Frei Caneca; contato com outros presos; relato sobre o convívio com Elisa Berger na prisão; presença de Olga Benário na prisão; comentários sobre a extradição de Olga para a Alemanha em setembro de 1936; visitas de Zoila Teixeira recebidas pela entrevistada no período em que esteve presa; breve comentário acerca do convívio com o marido em casa antes de ser presa.

Fita 3-A: Falta de provas quanto à participação no movimento de 1935; desemprego durante 8 anos após a libertação; clima cordial na cela; o estudo na prisão; saída da prisão em 1937; sentimento de liberdade após um ano e quatro meses presa; considerações sobre o período em que a entrevistada esteve desempregada; o medo de ser novamente presa durante o Estado Novo; manutenção de amizades ligadas ao comunismo; falta de vontade de um retorno à militância comunista após a saída da prisão; acusação de Trotskista como motivo para expulsão da entrevistada do Partido Comunista na primeira metade dos anos 30.

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