Olivio Dutra

Entrevista

Olivio Dutra

Entrevista realizada no contexto do projeto Memórias dos fundadores do PT, através do convênio estabelecido entre o Centro Sérgio Buarque de Hollanda - Documentação e Memória Política, da Fundação Perseu Abramo, e o CPDOC, da Fundação Getulio Vargas, a partir de 01 de dezembro de 2004, com o objetivo de constituir acervo digital e de publicar um livro desses depoimentos editados.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Muitos caminhos, uma estrela: memórias de militantes do PT/ organização Marieta de Moraes Ferreira, Alexandre Fortes. – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2008.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Marieta de Moraes Ferreira
Alexandre Fortes
Data: 8/3/2007
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h38min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Olivio Dutra
Nascimento: 10/6/1941; São Luis Gonzaga; RS; Brasil;

Formação: Licenciatura em Letras.
Atividade: Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Foi presidente do PT estadual do Rio Grande do Sul (PT-RS) de 1980 a 1986. Foi também o primeiro vice-presidente pelo PT nacional entre 1980 e 1984, secretário-geral e presidente nacional do partido entre 1987 e 1988. Presidente do diretório do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul e bancário aposentado.

Equipe

Levantamento de dados: Marieta de Moraes Ferreira;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marieta de Moraes Ferreira;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Técnico Gravação: Daniele Cavaliere Brando;

Sumário: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Temas

Assuntos familiares;
Assuntos pessoais;
Atividade profissional;
Banco Nacional de Habitação;
Central Única dos Trabalhadores;
Eleições;
Exílio;
Fernando Henrique Cardoso;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
Fórum Social Mundial ;
Frei Betto (Carlos Alberto Libânio Christo);
Getúlio Vargas;
Golpe de 1964;
Igreja Católica;
José Paulo Bisol;
Leonel Brizola;
Luiz Inácio Lula da Silva;
Militância política;
Movimento sindical;
Olívio Dutra;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Partido Trabalhista Brasileiro - PTB;
Política sindical;
Rio Grande do Sul;
Sindicatos de trabalhadores;
Tarso Genro;
Trajetória política;
União Nacional dos Estudantes;
Universidade Federal do Rio Grande do Sul;

Sumário

Entrevista: 08/03/2007

O nascimento e infância em Bossoroca, Rio Grande do Sul; comentários sobre a origem familiar; a mudança para a cidade de São Luiz Gonzaga; os primeiros estudos do entrevistado e dos seus irmãos; os estudos no ginásio Santo Antonio de Pádua; a decisão do irmão mais velho em sair de casa, aos 17 anos, em busca de emprego; menção prisão do irmão no congresso da UNE de 1968, em Ibiúna; o trabalho, do entrevistado, no jornal A Notícia, sem carteira assinada; a mudança para Porto Alegre, também aos 17 anos; menção à atuação na União São-Luisense de Estudantes; comentários sobre o serviço militar, o qual o entrevistado serviu na cavalaria, terminando o período de serviço obrigatório como cabo do Exército; o trabalho como contínuo no Banco do Estado do Rio Grande do Sul, e, posteriormente como escriturário, após retornar para São Luiz Gonzaga; o curso de técnico de contabilidade; a atuação em movimentos católicos, como “vicentino” e na Campanha Nacional do Educandários Gratuitos; a relação da família com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); a prisão do tio do entrevistado, por colocar cartazes com críticas ao Getúlio Vargas, em 1954, e a descoberta de que ele era membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB); a mudança e afastamento do tio, depois de ser solto e seu re-encontro com o entrevistado, quando este é preso, em 1979; a participação do pai nos comícios do PTB; o Golpe Militar e a percepção da família do entrevistado em relação à este; a militância na escola comunitária e a briga com o prefeito de São Luiz Gonzaga, resultando na transferência do entrevistado para Porto Alegre; a participação em uma greve do bancários, em 1962, que terminou abruptamente; a ida para Porto Alegre, em 1970, e as discussões políticas com a família e com o advogado do Movimento dos Agricultores sem Terra (Máster), Flávio José Bettanin; o trabalho em Porto Alegre, próximo ao Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre; menção a ter assistido ao assalto da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e a torcida favorável pelos membros da organização; a busca por habitação em Porto Alegre e a residência em um edifício ligado ao Banco Nacional de Habitação (BNH); comentários sobre o fechamento das cooperativas durante a ditadura militar; menção à Cooperativa Habitacional dos Operários Bancários, à qual o entrevistado foi integrado; a entrada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a formação em língua e literatura portuguesa e inglesa; as reuniões, na casa do entrevistado, de militantes contrários à ditadura militar, ligados ao Frei Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto); a produção de materiais com denúncia à prisão de dois bancários, e a conversa com o presidente do sindicato, Luis Carlos Mahuzy Cunha; a entrada na direção do sindicato, como quarto suplente, e, posteriormente, como Secretário de Divulgação do Sindicato; a eleição do entrevistado, em 1975, para presidente do Sindicato dos Bancários; a descoberta, de que a greve de 1962, havia terminado por causa da indicação do bancário Egídio Michaelsen à sucessão de Brizola no governo do Rio Grande do Sul; a atuação do entrevistado como presidente do Sindicato dos Bancários; a percepção das divergências dentro da esquerda e do comunismo; algumas influências de livros e pessoas na vida do entrevistado; a auto-percepção do entrevistado como um marxista-cristão; a atuação na Intersindical, onde o entrevistado se aproximou do, então presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula); a criação da Articulação Nacional dos Movimentos Populares e Sindicais (Anampos); menção à origem da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à cisão que deu origem à Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT); o desenvolvimento da idéia da criação de um partido político, a partir de debates entre exilados que retornavam e sindicalistas; a atuação do entrevistado na Comissão pró-PT; comentários sobre uma reunião de membros do Parido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), na qual o entrevistado estava presente, juntamente com Fernando Henrique Cardoso, quando este criticou a criação do PT, defendendo a criação de um “Partido Popular”; comentários sobre a greve dos bancários de 1979, na qual as principais lideranças sindicais dos bancários foram presas, entre elas, o entrevistado; os primeiros contatos do entrevistado e dos operários do ABC, com Leonel Brizola, após seu retorno do exílio; a experiência do entrevistado e do PT como um todo, nas campanhas eleitorais de 1982; a importância de se refletir sobre a fundação do PT, com base nos movimentos sociais, para a atuação em seus mandatos; a atuação como deputado constituinte, junto à Jose Paulo Bisol, tendo Tarso Genro como primeiro suplente; a atuação na CUT, como secretário de ciência e tecnologia; os cargos ocupados internamente no PT; a campanha e eleição do entrevistado como Prefeito de Porto Alegre, em 1988; a experiência como prefeito de Porto Alegre e a implantação do Orçamento Participativo; menção às três primeiras edições do Fórum Social Mundial realizadas em Porto Alegre; a implementação do Orçamento Participativo no âmbito estadual, durante o governo do entrevistado no Rio Grande do Sul; a questão das tendências internas no PT, e como o entrevistado lida com elas; a disputa interna entre o entrevistado e Tarso Genro para disputar o governo do Rio Grande do Sul, em 2002; a atuação do entrevistado enquanto Ministro da Cidade, entre 2003 e 2005; a eleições de 2006, ao governo do RS nas quais o entrevistado é derrotado no segundo turno pela candidata do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Yeda Crusius; a importância do PT e dos movimentos sociais na transformação do Rio Grande do Sul e do Brasil.
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