Olympio da Fonseca

Entrevista

Olympio da Fonseca

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Clara Mariani
Tjerk Franken
Simon Schwartzman
Luís Fernando Ferreira
Data: 9/2/1977 a 30/3/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 6h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Olympio Oliveira Ribeiro da Fonseca Filho
Nascimento: 7/5/1895; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 19/4/1978; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1915); especialização em Micrologia e Parasitologia pela Universidade Jonhs Hopkins (1920-1921), Universidade de Paris e Universidade de Lyon (1921-1922).
Atividade: Foi o primeiro diretor de campo da fundação Rockfeller no Brasil (1916-1917); professor catedrático de parasitologia da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (1913-1965) e de biologia geral da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Estado da Guanabara (1939-1965); diretor do instituto Oswaldo Cruz (1949-1953); recebeu o título de doutor "Honoris Causa" da Universidade de Paris (1952); diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (IMPA) (1954-1955); presidiu a Academia Nacional de Medicina (1961-1961), a Sociedade Brasileira de Biologia, a Associação Brasileira de História das Ciências, a Associação Médica de Língua Portuguesa e a Sociedade Franco-Brasileira de Medicina.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Administração pública;
Artur Moses;
Atividade acadêmica;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Campanhas sanitárias;
Carlos Chagas;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Departamento Administrativo do Serviço Público;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Ensino superior;
Estados Unidos da América;
Evandro Chagas;
Expedições científicas;
Formação profissional;
Fundação Rockefeller;
História da ciência;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Instituto Oswaldo Cruz;
Medicina;
Metodologia de pesquisa;
Oswaldo Cruz;
Pesquisa científica e tecnológica;
Química;
Reforma educacional;
Saúde pública;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
O ensino médico no Brasil no início do século: a influência francesa; a modernização da medicina americana no fim do século XIX e a organização da Escola Johns Hopkins; o curso da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro; a reforma do ensino médico nos EUA e sua influência no Brasil; a vocação científica; o estágio no laboratório de Hildegardo de Noronha; a experiência na Clínica de Dermatologia; a contratação de Emílio Brumpt pela Faculdade de Medicina de São Paulo; a atividade científica na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro: o pioneirismo de Álvaro Osório de Almeida; o início da carreira docente nessa faculdade; o curso de aplicação do Instituto Osvaldo Cruz; a contribuição científica de Henrique de Figueiredo Vasconcelos; a contratação de Max Hartmann, Stanislas von Prowazek e G. Giemsa pelo Instituto; a participação de Henrique da Rocha Lima na comissão organizada pelo governo alemão para debelar o tifo exantemático; as Memórias do Instituto Osvaldo Cruz; as relações com Carlos Chagas; as repercussões de sua tese sobre os flagelados do homem e dos animais; a especialização na Universidade Johns Hopkins e no Departamento de Agricultura dos EUA; a bolsa da Fundação Rockefeller para estagiar no Hospital Saint-Louis, sob a orientação de R. Sabouraud, e no laboratório de Emílio Brumpt, na Universidade de Paris; o início da atuação da Fundação Rockefeller no Brasil: o auxílio à Faculdade de Medicina de São Paulo e ao Instituto de Manguinhos; a campanha de erradicação da malária do país; as pesquisas sobre a cromoblastomicose realizadas com Magalhães do Souto; a Seção de Micologia Médica do Instituto Osvaldo Cruz; o convite para organizar e dirigir o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); a luta pelo poder no Instituto Osvaldo Cruz: as divergências entre o grupo de Cardoso Fontes e Figueiredo Vasconcelos e o de Osvaldo Cruz e Carlos Chagas; o fim da "verba da manqueira" na década de 30; a gestão de Cardoso Fontes em Manguinhos; a atuação do DASP; a substituição a Henrique Aragão na direção do Instituto Osvaldo Cruz; sua gestão em Manguinhos: a modernização das aparelhagens e a aquisição do microscópio eletrônico; a tentativa de vinculação do Instituto à Universidade do Brasil; a participação no conselho deliberativo do CNPq; a presidência de Álvaro Alberto nesse órgão: a relação com os cientistas, o auxílio ao Instituto Osvaldo Cruz; a campanha contra o Instituto durante a gestão do entrevistado.

Sumário da 2ª entrevista:
A luta pela criação do Ministério de Ciência e Tecnologia; as finalidades do Instituto de Manguinhos; a contratação de Carneiro Felipe para organizar a Seção de Química desse instituto; o treinamento de Nicanor Botafogo Gonçalves na Alemanha e o curso de química ministrado por esse cientista em Manguinhos; o setor de química do INPA: a contratação de Alkmann, o programa de celulose; a química no Rio de Janeiro na época: Mário Saraiva e Fritz Feigl; os entraves ao desenvolvimento da química no Brasil; a pesquisa pura e a pesquisa aplicada no Instituto Osvaldo Cruz; a formação da equipe inicial de pesquisadores desse instituto e o impacto da Lei de Desacumulação de Cargos; a escola de entomologia de Ângelo da Costa Lima; a situação atual do Instituto de Manguinhos; as linhas de pesquisa do entrevistado; o trabalho apresentado no IV Congresso Brasileiro de Higiene, refutando a tese de Noguchi sobre o agente etiológico da febre amarela; ciência pura e ciência aplicada; a experiência como administrador: as relações com o DASP; o recrutamento dos pesquisadores do Instituto Osvaldo Cruz; a contribuição científica de Chaudin; a fraude no trabalho científico; a organização da Seção de Micologia Médica de Manguinhos; as pesquisas desenvolvidas no Jardim Botânico; a experiência como diretor de campo da Fundação Rockefeller; a especialização em micologia e parasitologia na Universidade Johns Hopkins, sob as orientações de Gilchrist, Mac Callum e Duncan Johnson; os estágios nos laboratórios de Erwin Smith e Charles Thom no Departamento de Agricultura dos EUA; a micologia no Brasil na época; a especialização no Hospital Saint-Louis e nas Universidades de Paris e Lyon; a Seção de Micologia Médica do Instituto Osvaldo Cruz: a colaboração com a Clínica Dermatológica, o prestígio internacional, a publicação de trabalhos na revista Brasil Médico, a descrição da cromoblastomicose; os trabalhos sobre as dermatoses de populações indígenas; as pesquisas realizadas no Extremo Oriente como delegado do Comitê de Higiene da Liga das Nações.

Sumário da 3ª entrevista:
Os trabalhos de Evandro Chagas sobre a leishmaniose visceral; a expedição científica ao Alto Paraná; o Hospital Osvaldo Cruz; a influência de Manguinhos sobre os demais institutos de pesquisa do país; a atividade científica na universidade e nos institutos isolados; a formação dos jovens pesquisadores; os discípulos de Olímpio da Fonseca; o cientista de campo; o prestígio da escola de helmintologia de Lauro Travassos; a decadência do Instituto Osvaldo Cruz; os discípulos de Carlos Chagas; a formação de Rocha Lima; a importância dos museus; a repercussão de seus trabalhos junto à comunidade científica; as crises do Instituto de Manguinhos durante a gestão de Osvaldo Cruz: a disputa pelos lucros na vacina da manqueira, as divergências entre Osvaldo Cruz e Artur Moses; o papel da Academia Brasileira de Ciências; a atuação da Academia Nacional de Medicina; a representatividade do CNPq; a contribuição desse órgão ao desenvolvimento científico do país: a orientação de Alvaro Alberto.
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