Othon Leonardos

Entrevista

Othon Leonardos

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua vida profissional. Doutor em Física e Matemática, o entrevistado foi petrógrafo do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, naturalista do Museu Nacional e diretor da Mannesmann Mineração S.A.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Aspásia Alcântara de Camargo
Simon Schwartzman
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
John Forman
José Pelúcio Ferreira
Data: 13/10/1976 a 9/12/1976
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 5h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Othon Henry Leonardos
Nascimento: 8/6/1899; Niterói; RJ; Brasil;

Formação: Doutor em Física e Matemática (1925); diplomou-se em Engenheiro Geógrafo (1917) pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro; diplomou-se em Engenheiro Civil (1919) pela Escola Politécnica do Rio De Janeiro.
Atividade: Petrógrafo do serviço geológico e mineralógico do Brasil; assistente da Diretoria de Minas e engenheiro do serviço de fomento da produção mineral do Departamento Nacional de Produção Mineral (1933-1938); professor da escola de ciências da Universidade do Distrito Federal (UDF) de 1936 a 1938; professor de geologia e paleontologia da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (atual UFRJ); naturalista do museu nacional (1939-1954); assessor da secretaria geral do Conselho de Segurança Nacional (1946-1956); diretor da Mannesmann Mineração S.A. (nova lima-MG); diretor da Mineração Serra do Curral S.A.; diretor da Mineração Ipiratinga S.A.; diretor do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); engenheiro-superintendente da Cia. norte-paulista de combustíveis.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Antropologia;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Capistrano de Abreu;
Código de minas;
Companhia Vale do Rio Doce;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Ensino superior;
Escola Politécnica;
Expedições científicas;
Formação profissional;
Francisco Campos;
Geologia;
Gustavo Afonso Capanema;
História da ciência;
Indústria metalúrgica;
Instituições científicas;
Mercado de trabalho;
Metodologia de pesquisa;
Ministério da Educação e Saúde;
Missão Abbink (1949);
Museu Nacional;
Paulo de Frontin;
Período imperial (1822-1889);
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Positivismo;
Recursos minerais;
Reforma educacional;
Universidade do Distrito Federal;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: a convivência com Teixeira Soares, Paulo de Frontin e Capistrano de Abreu; o início da geologia no Brasil: a criação da Academia Real Militar, a contratação de G.L. von Eschwege, a coleção de Papt von Oheim, a contribuição de Guilherme Schür; a vinda de Louis Agassiz e de Charles Frederic Hartt para o país; as expedições de Hartt e Orville Derby; a Comissão Geográfica e Geológica do Império; as conseqüências da Lei de Desacumulação de Cargos de 1937; Henry Gorceix e a criação da Escola de Minas de Ouro Preto; a Escola Central: a formação militar de nossos engenheiros; a fundação da Escola Politécnica do Rio de Janeiro e do primeiro curso de engenharia de minas; a influência francesa em sua geração; a atração dos alunos do curso do Rio de Janeiro pela Escola de Minas de Ouro Preto; as perseguições dos republicanos a Gorceix e seu afastamento da Escola em 1899; José Cândido da Costa Sena; a qualidade dos trabalhos geológicos realizados no país na época; a usina do Vale do Rio Doce; o ensino de metalurgia no Rio de Janeiro: Ferdinando Laboriau; as relações entre a Escola Politécnica e a Escola de Minas de Ouro Preto; a vinda de Eugênio Hussak para o Brasil; a morte de Laboriau, Amoroso Costa, Tobias Moscoso e outros professores da Politécnica no desastre do Santos Dumont em 1929; a contratação pelo Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil; a expedição de levantamento do rio São Francisco realizada em 1921; o concurso para petrógrafo do Serviço Geológico; origem familiar e o interesse pela geologia; a influência positivista na Escola Politécnica do Rio de Janeiro; a visita às principais universidades norte-americanas como bolsista da Carnegie Edowment; as pesquisas sobre as jazidas de chumbo do Vale da Ribeira do lguape.

Fita 2: os cursos de extensão universitária da Escola de Engenharia da Universidade do Brasil; a fundação da Rádio Sociedade em colaboração com Roquete Pinto e Henrique Morize; a visita de grandes cientistas ao país; os recursos minerais brasileiros; a contratação como auxiliar de ensino da cadeira de mineralogia da Escola Politécnica; a vocação para a geologia; o assistente Oscar Edwaldo Portocarrero; a Campanha de Formação de Geólogos (CAGE); o curso de geologia do Rio de Janeiro; a luta pela criação da carreira e da profissão de geólogo; os primeiros cursos nacionais de geologia.

Fita 3: o Ministério Capanema; a extinção da Universidade do Distrito Federal (UDF1; o antigo Serviço Geológico e a criação do Departamento Nacional da Produção Mineral; a reforma do Código de Minas; o engenheiro de minas e o geólogo.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 1: a eleição para a direção do Museu Nacional; a coleção mineralógica de von Oheim; a vinda de Eschwege para o Brasil; a história do ensino de mineralogia e geologia no país: o curso da Academia Real Militar, a criação do curso de engenharia de minas da Escola Politécnica e sua extinção em 1890, o curso de geologia do Rio de Janeiro, a fundação da Escola Nacional de Geologia e sua incorporação ao Instituto de Geociências da UFRJ; as divergências entre as escolas plutonista e metonista; a contribuição científica de Guilherme Schür: a refutação da teoria da glaciação de Agassiz; a formação dos primeiros geólogos brasileiros; a Associação Brasileira de Educação (ABE): os membros fundadores, os cursos de extensão universitária, a luta pela criação da universidade e do Ministério da Educação; a fundação da UDF; a incorporação da Escola de Minas de Ouro Preto à Universidade do Brasil; a Reforma Francisco Campos; as conseqüências da Lei de Desacumulação de Cargos: o esvaziamento da universidade; as linhas de pesquisa do Serviço Geológico; a criação do Departamento Nacional da Produção Mineral; a mineração no Império e no início da República; a fundação da USP e da Universidade do Brasil; o modelo da UDF; as reuniões sexta-feirinas do Instituto Biológico de São Paulo; a participação em congressos internacionais; a visita às principais universidades dos EUA; o interesse pela antropologia; o convite para integrar a Comissão de Estudos e Fiscalização de Minerais Estratégicos; Alvaro Alberto e a criação do CNPq; o mercado de trabalho para os jovens geólogos; a Missão Abbink-Bulhões.

Fita 2: a política do atual CNPq; a importância do planejamento das atividades científicas; a participação do entrevistado em órgãos e comissões governamentais.
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