Paulo de Mattos Skromov

Entrevista

Paulo de Mattos Skromov

Entrevista realizada no contexto do projeto Memórias dos fundadores do PT, através do convênio estabelecido entre o Centro Sérgio Buarque de Hollanda - Documentação e Memória Política, da Fundação Perseu Abramo, e o CPDOC, da Fundação Getulio Vargas, a partir de 01 de dezembro de 2004, com o objetivo de constituir acervo digital e de publicar um livro desses depoimentos editados. A entrevista foi interrompida por mais de um ano, tendo ocorrido em abril de 2005 e em 25 de julho de 2006.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Marieta de Moraes Ferreira
Alexandre Fortes
Data: 25/7/2006
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 2h29min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo de Mattos Skromov
Nascimento: 16/8/1946; Piracicaba; SP; Brasil;

Formação: Graduação em História na USP - incompleto.
Atividade: Líder sindical e industriário. Foi presidente do Sindicato dos Coureiros do Estado de São Paulo e participante do Movimento Sindical Brasileiro desde a década de 1960 e um dos articuladores do Partido dos Trabalhadores (PT). Integrou a direção nacional e do Estado de São Paulo do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Equipe

Levantamento de dados: Marieta de Moraes Ferreira;Melissa Lourenço Machado;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marieta de Moraes Ferreira;Alexandre Fortes;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Temas

Anistia política;
Argentina;
Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988;
Banespa;
Central Única dos Trabalhadores;
Comunismo;
Departamento de Ordem Política e Social - DOPS;
Ditadura;
Documentação;
Eleições;
Exílio;
Família;
França;
Governo Jânio Quadros (1961);
Governo João Goulart (1961-1964);
Governo municipal;
Greves;
História;
Intelectuais;
Luiz Inácio Lula da Silva;
Movimento Revolucionário 8 de Outubro;
Movimento sindical;
Organização social;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Partidos políticos;
Perseguição política;
Plano Real;
Rio de Janeiro (cidade);
São Paulo;
Sindicalismo;
Sindicatos de trabalhadores;
Tortura;
Universidade de São Paulo;

Sumário

1º entrevista: 08/03/2005

Origens familiares em Salto Grande do Paranapanema e Piracicaba; o primeiro trabalho como office-boy na cidade de Olímpia; o trabalho na Tintas Ypiranga; o contato com o comunismo através de um colega de trabalho; a cidade Ribeirão Preto como conservadora; a eleição e a candidatura de Jânio Quadros e João Goulart; a Escola de Comércio do Senac; o trabalho no Banespa e a mudança para São Paulo; a oposição no sindicato dos bancários; a formação política em 1968; a atuação no Departamento Cultural na candidatura do Frederico Brandão; a criação do Sindicurso; o Movimento Intersindical Anti-arrocho (MIA); o ingresso para o curso de História na Universidade de São Paulo (USP); a atuação no Primeiro de Maio; a greve de Osasco; as influências das passeatas de 1968 na França; a primeira prisão pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS); a prisão como líder do movimento sindical de oposição; o início da vida na clandestinidade em maio de 1970; a aproximação com a Igreja e da Pastoral Operária; o trabalho em uma fábrica de calçados e bolsas; a atuação no Sindicato de Trabalhadores de Curtume e Artefatos de Couro de São Paulo; a perseguição e a prisão em 1973; a prisão e tortura de sua esposa e sua sobrinha; o exílio na Argentina; a fundação da Organização Comunista Primeiro de Maio; as influências da Primavera de Praga nas suas visões políticas; a opção pelo trotskismo; a ideia de criar um partido com base nos sindicatos; o retorno ao Brasil; a posse na diretoria do sindicato; o trabalho na Primicia em São Bernardo; a ligação com Paulo Vidal e o Sindicato dos Metalúrgicos; a posse de Luiz Inácio Lula da Silva no sindicato e o convite à Paulo; o IV Congresso da CNTI no Rio de Janeiro; a ideia de construir um partido de trabalhadores; a ideia de fazer uma conferência nacional das classes trabalhadoras; a construção do Partido dos Trabalhadores; o primeiro documento público do Movimento Pró-PT; as intervenções do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8); a tentativa de expandir o PT no Rio de Janeiro; o processo de anistia e o retorno dos exilados em 1979; a reunião de 13 de outubro do pró-PT; a comissão nacional provisória; as plenárias de construção do partido; os problemas do Plano Real.

2º entrevista: 25/07/2006

As primeiras tentativas de reunião nacional; as tensões externas; a disputa entre criar um partido popular ou proletário; o apoio dos intelectuais; a primeira reunião pública com a população; o racha dentro da intelectualidade do partido; a importância dos documentos publicados pelo partido; as influências dos grupos organizados para o processo organizativo do PT; as influências do internacionalismo; a fundação do PT e a legalização; um partido baseado em núcleos; a necessidade de criar direções estaduais provisórias; a construção de um partido de massas que tenha quadros; as publicações do Jornal da Tarde denegrindo sua imagem; sua imagem como um obstáculo na aproximação da esquerda com o Lula; os conflitos internos na direção do PT; a posse como presidente do sindicato dos bancários em 1980; o período de perseguição da esquerda aos trotskistas; o período de exclusão dentro do partido; a construção da constituinte; o retorno à atuação como militante de base; o processo de construção da Central Única de Trabalhadores (CUT); a atuação na fundação de diversos sindicatos; as disputas sectárias dentro da CUT; as diferenças nas construções do PT e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); a eleição de 1988; a atuação como vice-presidente da CUT; a radicalização da direita em 1989; a candidatura em 1990 e a tentativa de retorno à vida partidária; as influências políticas internacionais da década de 1990; a candidatura à vice-prefeito de Avaré; a atuação na coordenação da campanha do PT municipal nas eleições de 2002 e 2004.
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