Paulo Duarte II

Entrevista

Paulo Duarte II

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua atuação e atividades no Museu do Homem, em Paris, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, e no Instituto de Pré-História da USP.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Tjerk Franken
Ricardo Guedes Pinto
Data: 12/4/1977 a 13/4/1977
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 7h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo Alfeu Junqueira de Monteiro Duarte
Nascimento: 17/11/1899; São Paulo; SP; Brasil;

Falecimento: 23/3/1984; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Bacharelado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (1924).
Atividade: Jornalista; participou da Revolução de 1930; integrou o estado-maior da Revolução Constitucionalista de 1932; especializando em antropologia geral e pré-história no museu de Paris; com a anistia volta ao Brasil (1934); organizou e dirigiu o departamento de cultura da prefeitura de São Paulo; membro da comissão organizadora da USP e fundador da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa de SP pelo Partido Democrático (1934-1937); foi expulso novamente do país, com o advento do Estado Novo, passou a colaborar com Paul Rivet na organização e implantação do Museu do Homem, em Paris (1937-1946); foi secretário geral do Instituto Francês de Altos Estudos Brasileiros, diretor do setor de língua portuguesa do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, diretor do Museu Paulista, fundador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, membro da comissão organizadora da UnB e professor catedrático de antropologia da USP e da UFRGS; fundou e dirigiu o instituto de pré-história da USP (1961-1969); foi expulso da universidade e cassado pelo AI-5 (1969).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Administração municipal;
Antropologia;
Armando de Sales Oliveira;
Assembleia Legislativa;
Ato Institucional, 5 (1968);
Atuação parlamentar;
Cassações;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Educação;
Ensino superior;
Estado Novo (1937-1945);
Financiadora de Estudos e Projetos;
História da ciência;
Igreja Católica;
Imprensa;
Júlio de Mesquita Filho;
Legislação;
Movimento estudantil;
Paulo Carneiro;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Positivismo;
Professores estrangeiros;
Redemocratização de 1945;
Reforma judiciária;
Repressão política;
Rio de Janeiro (estado);
Roberto Simonsen;
São Paulo;
Saúde pública;
Sistema penal;
UNESCO;
Universidade de Brasília;
Universidade de São Paulo;
Universidade do Distrito Federal;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: o interesse pela antropologia; os estudos sobre a Penitenciária de São Paulo; a participação na comissão instituída por Armando de Sales Oliveira para estudar a reforma da legislação de assistência aos criminosos; a posição política; a especialização em antropologia e pré-história com Paul Rivet no Museu de Paris; o mandato na Assembléia Legislativa de SP; a expulsão do país após a declaração do Estado Novo; a contratação pelo Museu do Homem e o contato com a comunidade científica francesa; a influência do padre Teilhard de Chardin em sua formação; a doutrina da evolução de Chardin; a oposição da Igreja Católica à sua interpretação sobre as origens do homem; o convite do reitor Ulhoa Cintra para organizar e dirigir o Instituto de Pré-História da USP; o movimento estudantil e a intervenção policial na Universidade; o "processo dos rinocerontes"; a expulsão da USP em 1969 e a cassação pelo AI-5; o relacionamento com Júlio de Mesquita Filho; a exoneração de Paulo Carneiro do cargo de embaixador do Brasil na UNESCO; o inquérito sobre a situação do ensino em São Paulo promovido pelo O Estado de São Paulo em 1926; os trabalhos realizados para O Estado de São Paulo; o afastamento do jornal em 1974; a organização da USP: o modelo francês; o recrutamento do corpo docente da nova universidade.
Fita 2: a pesquisa pura e a pesquisa aplicada na USP; a oposição das escolas tradicionais à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; a concepção inicial da USP; as pesquisas de Emílio Ribas e Pereira Barreto sobre a febre amarela; a influência positivista em São Paulo; a biblioteca de Paulo Duarte; os professores estrangeiros contratados pela USP: Levy-Strauss, Bastide, Gurvitch, Fantappié, de Fiore, Rheinboldt, Wataghin; a expulsão da Universidade em 1969.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 3: a candidatura para deputado federal em 1947; a recuperação do O Estado de São Paulo pela família Mesquita após a deposição de Getúlio Vargas e a nomeação do entrevistado para o cargo de redator-chefe do jornal; a revista Anhembi: os colaboradores estrangeiros, as linhas editoriais; a criação da USP: a comissão organizadora, a opção pelo modelo francês, o apoio da sociedade paulista, a colaboração de Roberto Simonsen, a contratação de professores estrangeiros; a volta de Wataghin à Itália; os discípulos de Roger Bastide; as finalidades iniciais da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP; o convite para organizar e dirigir o Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo.
Fita 4: a atuação do Departamento de Cultura: os parques infantis; o crescimento e a decadência da USP; a educação no Estado Novo; a Universidade do Distrito Federal; a resistência das escolas tradicionais à criação da universidade; o sentido político da fundação da USP; o desenvolvimento científico e cultural de São Paulo durante o governo de Armando de Sales Oliveira; a expulsão da USP em 1969; a colaboração na organização da UnB; os modelos da UnB e da USP; os poderes executivo e legislativo na USP; a situação atual dessa universidade: os membros do Conselho Universitário; a Universidade Júlio de Mesquita.
Fita 5: o "processo dos rinocerontes"; o apogeu e a crise da USP; os Fundos Universitários de Pesquisa; a Reforma Universitária de 68; a criação da Unicamp; a gestão de Zeferino Vaz nessa universidade; Crodowaldo Pavan e a Academia de Ciências do Estado de São Paulo; o papel da Academia Brasileira de Ciências; o laboratório de fisiologia dos irmãos Osório de Almeida; as relações entre a comunidade acadêmica paulista e a carioca; a morte de Amoroso Costa, Laboriau e outros professores da Escola Politécnica do Rio de Janeiro no desastre do Santos Dumont em 1929; a atuação da SBPC; os sistemas de financiamento da FAPESP e do CNPq; os custos da pesquisa antropológica; a política da Finep.
Fita 6: os recursos da USP; a intervenção do governo federal na Universidade; a pós-graduação na universidade e nos institutos isolados; a crise da universidade brasileira.
Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados