Paulo Vanzolini

Entrevista

Paulo Vanzolini

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua vida profissional.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Aspásia Alcântara de Camargo
Tjerk Franken
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Carla Costa
Data: 15/2/1977 a 4/5/1977
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 5h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo Emílio Vanzolini
Nascimento: 25/4/1923; São Paulo; SP; Brasil;

Falecimento: 28/4/2013; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Medicina pela Faculdade de Medicina da USP (1947); doutor em Biologia pela Universidade de Harvard, nos EUA (1951).
Atividade: Freqüentou o laboratório de Antônio Clemente Pereira, no Instituto Biológico de São Paulo (1938); especializou-se em zoologia dos vertebrados no Instituto Butantã (1943-1945); foi contratado pelo departamento de zoologia da Secretaria da Agricultura de São Paulo (1946); foi professor de estatística e de princípios e métodos básicos da investigação científica da Faculdade de Medicina da USP; livre docente da cadeira de zoologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da mesma universidade; dirigiu o departamento de zoologia (1962), incorporado à universidade em 1969 comoMmuseu de Zoologia da USP.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Associações profissionais;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Formação profissional;
Fundação Rockefeller;
História da ciência;
Instituições científicas;
Instituto Oswaldo Cruz;
Metodologia de pesquisa;
Museu Nacional;
Museus;
Paulo Vanzolini;
Política científica e tecnológica;
Política salarial;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Universidade de São Paulo;
Vital Brasil;
Zoologia;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: o desenvolvimento da zoologia no Brasil; origem familiar; os estudos secundários no Liceu Pan-Americano; a experiência no laboratório de Clemente Pereira; o ingresso na Faculdade de Medicina da USP: a orientação de André Dreyfus; a criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP: a oposição das escolas profissionais; os objetivos iniciais da nova faculdade e a opção pela formação de professores secundários; o estágio no Instituto Butantã e a contratação pelo Departamento de Zoologia da Secretaria de Agricultura de SP; a escola zoológica do Instituto de Manguinhos; o doutoramento na Universidade de Harvard; a nomeação para a direção do Departamento de Zoologia em 1962; o auxílio da Fundação Rockefeller às ciências biológicas no Brasil: a atuação de Harry Miller Jr.; a contribuição de André Dreyfus como professor, pesquisador e organizador; os cursos de Dreyfus; a bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation; a orientação do CNPq: a gestão de Antônio Couceiro, a seleção dos bolsistas; o apoio do CNPq ao Departamento de Zoologia de SP e à zoologia em geral; o acesso à bibliografia especializada: a revolução do bibliofilme, do microfilme e da xerox, o auxílio do CNPq e dos Fundos Universitários de Pesquisa da USP; a criação da FAPESP; a administração e os canais deliberativos do CNPq e da FAPESP; a fiscalização e assessoria da comunidade científica às agências governamentais de financiamento à pesquisa; as atuais linhas da zoologia brasileira; a interação entre a pesquisa pura e a pesquisa aplicada; o acompanhamento dos resultados das pesquisas pelas agências financiadoras; o papel do orientador numa pesquisa; o doutoramento sob a orientação de Rohmer; o programa de pós-graduação do Museu de Zoologia da USP; a importância da orientação individualizada aos pós-graduandos; a utilização de modelos matemáticos na pesquisa zoológica; a competitividade dos trabalhos dos zoólogos brasileiros: as pesquisas de Wladimir Lobato Paraense; o desenvolvimento da genética na Europa e nos EUA; as condições de trabalho e a produtividade dos cientistas brasileiros e norte-americanos; a orientação das agências financiadoras e a opção dos pesquisadores pelos temas da moda; o contato e a colaboração com Aziz Ab'Sáber: a contribuição interdisciplinar; a formação de discípulos.

Fita 2: a formação dos pesquisadores do Museu de Zoologia da USP; as linhas de pesquisa do Museu; a integração do pós-graduados no mercado de trabalho: o papel dos orientadores; a seleção dos candidatos à pós-graduação no Museu de Zoologia da USP: os cursos de Vanzolini; a formação do zoólogo brasileiro: a importância do conhecimento da língua inglesa e do acesso às revistas especializadas; a massificação do ensino pós-graduado no Brasil; o doutoramento na Universidade de Harvard; as publicações do Museu de Zoologia da USP; a permuta de espécies entre os museus; o prestígio internacional do Museu da USP; a coleção zoológica brasileira; a catalogação das espécies: o trabalho de curadoria; as relações entre o Museu de Zoologia da USP e o Museu Nacional da UFRJ; a missão dos Institutos Osvaldo Cruz e Butantã e as pesquisas neles desenvolvidas; a formação médica dos primeiros zoólogos; os trabalhos de Wladimir Lobato Paraense.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 2 (continuação): a interação entre a zoologia básica e a zoologia aplicada; a situação atual da zoologia no Brasil: a debilidade dos cursos universitários, a má conservação das espécies; a interdisciplinaridade na produção científica; os trabalhos desenvolvidos pelos discípulos de Vanzolini; as relações com Hampton Carson; a implantação da pós-graduação na Unicamp; o recrutamento da equipe de pesquisadores do Museu de Zoologia da USP: o aproveitamento dos pós-graduados; as atribuições do Museu; as expedições de campo; o difícil acesso dos pesquisadores à bibliografia especializada.

Fita 3: a contribuição dos zoólogos de sua geração; o curso da Faculdade de Medicina da USP; a crise da USP: a vitória dos catedráticos e o expurgo de professores; a criação da Faculdade de Filosofia da USP: a oposição das escolas profissionais; as finalidades da nova faculdade: as divergências entre os professores franceses e italianos; a influência da escola francesa nas ciências humanas; a interdisciplinaridade na formação do zoólogo: a colaboração com Aziz Ab'Sáber e Warwick Kerr; a importância da orientação individualizada ao pesquisador; as debilidades do ensino universitário no Brasil; a criação do Museu Paulista; as gestões de Hermann von Ihering e de Afonso d'Escragnolle Taunay; o desmembramento do Museu em 1939 e a vinculação do Departamento de Zoologia à Secretaria de Agricultura de SP; a luta pela sua incorporação à USP; a equipe de pesquisadores e o regime de trabalho do Museu de Zoologia da USP; o papel das associações profissionais; os salários dos docentes na USP e nas universidades estrangeiras; o concurso para a cátedra de zoologia da USP e a conquista da livre-docência; a política científica nacional: a alocação dos recursos nas diversas áreas, a criação dos institutos, as verbas orçamentárias; a criação e regulamentação da FAPESP: a contribuição das fundações americanas e do CNPq, a orientação de Henry Moe; a pesquisa científica em Cuba e na URSS: o poder das academias de ciência; o modelo alemão, o inglês e o adotado pela FAPESP; a orientação da FAPESP: o papel do diretor técnico-científico, a assessoria e fiscalização da comunidade científica, a seleção dos projetos e dos bolsistas; a carreira musical do entrevistado; a administração do Museu de Zoologia da USP; a orientação aos alunos.

Sumário da 3ª entrevista:
Fita 4: a missão dos institutos governamentais de pesquisa; a pesquisa zoológica desenvolvida em Manguinhos e no Butantã; as características do museu universitário; a "personalidade" do Museu de Zoologia da USP: as revisões zoológicas de cunho evolutivo; a administração do Museu e suas relações com a comunidade científica nacional e internacional: a permuta de coleções; as publicações do Museu de Zoologia da USP; a contribuição da Fundação Rockefeller ao desenvolvimento das ciências médicas e da genética no Brasil; as bolsas da Fundação Guggenheim; as gestões de von lhering, Taunay, Olivério Pinto, Clemente Pereira e Lindolfo Guimarães no Museu Paulista; a nomeação de Vanzolini para a direção do Departamento de Zoologia da Secretaria de Agricultura de SP; a incorporação desse departamento à USP em 1969; a burocratização do Instituto Biológico de São Paulo; as gestões de Vital Brasil e de Afrânio do Amaral no Instituto Butantã; a escola de Lauro Travassos e a zoologia norte-americana.

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