Pedro Malan I

Entrevista

Pedro Malan I

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. O entrevistado teve contatos acadêmicos e profissionais com Mario Henrique Simonsen desde os anos 1960. Como ministro da Fazenda, encontra-se em posição especial para discorrer sobre a atuação e o legado de Mario Henrique Simonsen no plano político e como economista.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 18/5/2001
Local(ais):
Brasília ; DF ; Brasil

Duração: 1h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Pedro Sampaio Malan
Nascimento: 19/2/1943; Petrópolis; RJ; Brasil;

Formação:
Atividade: Pesquisador do escritório e depois instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) do Ministério do Planejamento desde 1966; membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Ministério do Planejamento durante a gestão do ministro Reis Velloso (1969-1979); fundador e primeiro presidente do Instituto de Economistas do Rio de Janeiro (IERJ), criado em 1977; professor do departamento de economia da PUC-RJ a partir de 1978; professor visitante no centro de estudos latino-americanos da Universidade de Cambridge e Felow do Kings College, reino unido (1980); diretor da divisão de análise de políticas e pesquisas do centro de empresas transnacionais da ONU, em Nova York (a partir de 1983); diretor do departamento de economia internacional e assuntos sociais da ONU (a partir de 1985); diretor executivo do Brasil, Colômbia, República Dominicana, equador, Haiti e filipinas, entre outros, junto ao banco mundial (1986-1990); diretor executivo do Brasil, Equador e Suriname junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (a partir de 1990); consultor especial do Ministério da Fazenda e negociador chefe para assuntos da dívida externa do Brasil, em Washington (1991-1993); presidente do Banco Central do Brasil (1993-1994) e Ministro da Fazenda a partir de 1995.

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Mário Henrique Simonsen;

Sumário

Entrevista: 18.05.2001.
As opções profissionais do entrevistado em meados da década de 1950 (engenharia, medicina e direito) e a escolha do entrevistado pelo curso de engenharia na Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), que cursou de 1961 a 1965; o surgimento do interesse pela economia vinculado a questões políticas e ao envolvimento no movimento estudantil (entre 1961 e 1964); a influência dos clássicos de Celso Furtado e de autores da CEPAL na formação intelectual do entrevistado; considerações sobre a qualidade e a clareza de raciocínio dos textos de Mário Henrique Simonsen já no início de sua produção intelectual; comentário a respeito da admiração profissional que o entrevistado sempre nutriu por Mário Henrique Simonsen; a importância do trabalho de Mário Henrique Simonsen na mudança institucional da economia brasileira no período de 1964-1967; o desempenho de Mário Henrique Simonsen como ministro da Fazenda (1974-1979); comentários sobre a generosidade intelectual de Mário Henrique Simonsen e sua predisposição ao debate, inclusive em seu período como ministro; o caráter central que Mário Henrique Simonsen continuou exercendo no debate de política econômica após sua saída do governo e sua participação nos debates em torno do Plano Real; a admiração do entrevistado pela capacidade e a honestidade intelectual de Mário Henrique Simonsen; o curso da CEPAL realizado pelo entrevistado em 1966 na cidade de Vitória; a escolha do entrevistado pelo doutorado em Berkeley, para onde foi em 1969 devido ao vínculo desta universidade com o Escritório de Pesquisa Econômica Aplicada (EPEA); considerações sobre a qualidade do ambiente intelectual do EPEA e as atividades de pesquisa na área de economia brasileira em que o entrevistado atuou durante as décadas de 1960 e 1970; as intenções que nortearam a formação do Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDE) do Ministério do Planejamento, durante a gestão de João Paulo dos Reis Velloso; avaliação da política econômica do governo de Ernesto Geisel: o primeiro choque do petróleo e as consequências do super-crescimento do período anterior (1968-1973); a questão da distribuição de renda nos governos militares e a composição dos três fatores que, segundo o entrevistado, são necessários para o desenvolvimento econômico (liberdades individuais, justiça social e eficiência econômica); o endividamento externo a partir da década de 1970, os três choques externos que atingiram a economia brasileira a partir de 1979 e o desempenho do entrevistado como negociador entre 1991 e 1993.
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