Ricardo Ferreira

Entrevista

Ricardo Ferreira

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por ser um dos químicos - ou físico-químicos - mais importantes de sua geração no Brasil.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Nadja Vólia Xavier
Ricardo Guedes Pinto
Data: 30/5/1977 a 31/5/1977
Local(ais):
Recife ; PE ; Brasil

Duração: 5h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Ricardo de Carvalho Ferreira
Nascimento: 16/1/1929; Recife; PE; Brasil;

Formação: Química pela Universidade Católica de Pernambuco (1952); doutor em Físico-Química da Escola de Química da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (1957).
Atividade: Lecionou no colégio Osvaldo Cruz, em Recife e trabalhou com o físico Luís Freire, como assistente voluntário (1952); foi professor assistente de físico-química da Escola de Química da UFPE (1953); foi assistente da cadeira de bioquímica da Faculdade de Medicina dessa universidade (1953); livre docente da cadeira de físico-química da escola de química da UFPE (1957); estagiou no CBPF, com bolsa do CNPq (1957); foi professor adjunto de química inorgânica da UFPE (1958); estagiou com Norman Davidson no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltec), em Pasadena, EUA, com bolsa da Fundação Rockfeller (1959); foi professor adjunto visitante do CBPF, com bolsa da Comissão Nacional de Energia Nuclear (1961); foi professor titular da cadeira de química inorgânica do departamento de química da UFPE (1962); participou da organização da Universidade de Brasília (UnB), ficando até 1963; foi professor associado pela Universidade de Indiana, nos EUA (1963); foi professor visitante da universidade de Colúmbia, em Nova Iorque (1965); coordenou o setor de química do Centro de Ensino de Ciências no Nordeste (Cecine) da UFPE (1966); foi professor associado do Earlham College, em Indiana, EUA (1968); reassumiu suas atividades na UFPE (1971); organizou um grupo de pesquisa em física atômica e molecular no departamento de física da UFPE (1973); estagiou na universidade de Oxford, Inglaterra (1975); foi professor visitante da Universidade de Genebra, na Suíça; dirigiu interinamente a direção do departamento de física da UFPE; foi professor titular dessa universidade, responsável pelos cursos de espectroscopia molecular e química quântica.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Alemanha;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Carreira acadêmica;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Cooperação internacional;
Empresa Brasileira de Telecomunicação;
Ensino superior;
Estados Unidos da América;
Financiadora de Estudos e Projetos;
Física;
Formação profissional;
Fundação Rockefeller;
História da ciência;
Indústria;
Inglaterra;
Metodologia de pesquisa;
Oligarquias;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Política salarial;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Química;
Ricardo Ferreira;
Universidade de Brasília;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: a transferência do Departamento de Química para o Departamento de Física da UFPE em 1973; o interesse pela física e pela química e o ingresso na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP em 1946; a opção pela química; os discípulos de Luís Freire; a criação da Faculdade de Filosofia da USP: a contratação de professores estrangeiros; origem familiar; o curso de química da USP: as "experiências de cátedra", os limites da escola de Rheinboldt e Hauptmann; a liderança da química alemã no início do século: a interação entre a indústria e a universidade; a introdução da mecânica quântica e o desenvolvimento da química nos EUA e na Inglaterra; a volta a Recife e a conclusão do curso na Universidade Católica de Pernambuco; a contratação como professor assistente de físico química pela Escola de Química da UFPE; a criação da UFPE pela aristocracia canavieira; o controle das famílias Amazonas, Coutinho e Marques; o recrutamento dos docentes nessa universidade; o interesse pela biofísica; a conquista do grau de doutor e da livre-docência da cadeira de físico-química da UFPE; o pós-doutoramento no CBPF sob a orientação de Jacques Danon e Guido Beck: a opção pela química teórica; a influência de Rheinboldt, Luís Freire e Danon em sua formação; o papel da ciência e da educação; o cientista e o tecnologista; a orientação aos pós-graduandos; o preconceito dos pesquisadores brasileiros ao trabalho experimental; a pesquisa experimental na USP; a contribuição científica de Steinbrech: a espectroscopia de Raman; a importância do estágio no CBPF para sua formação; a bolsa da Fundação Rockefeller para estagiar no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltec).

Fita 2: o afastamento de Linus Pauling da direção do Departamento de Química do Caltec; a criação do Departamento de Química da UFPE em 1960; a instituição do regime de tempo integral nessa universidade; o auxílio da Fundação Rockefeller à UFPE; o segundo estágio no CBPF, como bolsista da Comissão Nacional de Energia Nuclear; a química teórica no CBPF; a participação na criação da Universidade de Brasília (UnB); a organização do Departamento de Química da UnB: a comissão de professores da Universidade de Indiana; a contratação pela Universidade de Indiana e a volta à UFPE em 1966; o papel da Escola de Química de Recife: a colaboração com a indústria têxtil e com as usinas canavieiras; a criação do Departamento de Química da UFPE, sob a direção de Marcionilo Lins; as bolsas de pesquisa do CNPq; o Centro de Ensino de Ciências no Nordeste (Cecine); a declinação do convite para lecionar na USP e a volta aos EUA em 1968 como professor associado do Earlham College; o interesse pela história da Primeira Guerra Mundial; a experiência no Earlham College; os cursos de verão ministrados na Universidade de Indiana; o regresso ao país em 1971; a tentativa frustrada de organização de um curso de pós-graduação em química teórica no Departamento de Química da UFPE: a contratação de Larry Neilsen e de Rhana Saphi, a oposição dos velhos catedráticos; a transferência para o Departamento de Física.

Fita 3: as linhas de pesquisa do Departamento de Física da UFPE; as teses sob sua orientação; o interesse pelo estudo da ação das enzimas; a experiência na direção do Departamento; os salários dos docentes na UFPE e no CBPF; a participação no Comitê Assessor de Química do CNPq e em bancas examinadoras de concursos para preenchimento de cargos em várias universidades do país; o envolvimento dos pesquisadores nas tarefas administrativas e suas conseqüências para a atividade científica; a equipe de pesquisadores do Departamento de Física da UFPE; a criação do Instituto de Física e Matemática, sob a direção de Luís Freire: a atração de matemáticos portugueses; a escola de Rheinboldt e Hauptmann em São Paulo; a incipiência da indústria química nacional e o subdesenvolvimento das ciëncias químicas no país; a física teórica e a físíca experimental; a química teórica e a física teórica; a químíca de enzimas; a tese de livre-docência.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 3 (continuação): o pós-doutoramento no Instituto de Tecnologia da Califórnia: a orientação de Norman Davidson; a contribuição científica de Aarão Cooperman; a colaboração com Ernesto Silva; a técnica da análise de toque (spot-test) de Fritz Feigl; a influência de Feigl no Brasil; a formação de Heinrich Rheinboldt; a contratação de Pavel Kromholz pela USP; a encampação da Cia.Orquima pelo governo federal; as relações de Cesare Lattes com a comunidade de físicos; a criação do CBPF e do CNPq.

Fita 4: o Projeto Xistoquímica da UFRJ; o financiamento à ciência no Brasil; o auxílio do CNPq e do BNDE ao Departamento de Física da UFPE; o grupo de física aplicada do Departamento: as pesquisas desenvolvidas para a Telebrás; as linhas de pesquisa do Instituto de Física da Unicamp; a situação das universidades do Nordeste: a inexistência de massa crítica e de infra-estrutura; os principais núcleos de pesquisa física e química do país; a produção científica dos Institutos de Física e de Química da Unicamp; as orientações da Finep, do CNPq e do BNDE; ciência e pós-graduação; o curso de pós-graduação em físico-química do Departamento de Química da UFPE; o Instituto de Química e o Instituto de Macromoléculas da UFRJ; os estudos secundários no Colégio Osvaldo Cruz; a bolsa da Comissão Nacional de Energia Nuclear; ciência e tecnologia; a formação do físico experimental; a termodinâmica clássica e a mecânica estatística.
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