Roberto Duailibi

Entrevista

Roberto Duailibi

Entrevista realizada no contexto do projeto "A propaganda brasileira: trajetórias e experiências dos publicitários e das instituições de propaganda", desenvolvido pelo CPDOC por iniciativa da ABP - Associação Brasileira de Propaganda e com apoio da Souza Cruz S.A., entre março de 2004 e fevereiro de 2005. Um dos objetivos do projeto foi dar início à constituição de um acervo de entrevistas sobre a história da propaganda brasileira, ouvindo publicitários que tiveram atuação destacada a partir da segunda metade do século XX. Notas das entrevistas elaboradas por Anna Carolina Meirelles da Costa, Ilana Strozenberg, Luciana Quillet Heymann, Luisa Lamarão, Maurício Xavier, Regina Santiago e Verena Alberti. O texto transcrito foi revisto pelo entrevistado e sofreu alterações, que foram incorporadas à versão final. A escolha do entrevistado se justificou, entre outras coisas, por seu cargo como presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (ABAP) entre 1984 e 1986 e entre 1993 e 1995, e ter sido eleito "Publicitário do Ano" em 1969, no prêmio Colunistas.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Luciana Quillet Heymann
Data: 14/10/2004 a 18/11/2004
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 5h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Roberto Duailibi
Formação: Curso na Escola de Propaganda do Museu de Arte de São Paulo (1954); graduação na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1959).
Atividade: Analista de mídia da empresa Colgate-Palmolive; redator da Companhia de Incremento de Negócios - Cin (1956-59); passou pela agência Standard Propaganda de São Paulo; chefe de redação da j. Walter Thompson (1960-62); sócio-fundador da DPZ (1968); presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda - Abap (1984-86 e 1993-95); professor de redação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), diretor de cursos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade São Paulo (USP) e vice-presidente do Conselho Diretor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas.

Equipe

Levantamento de dados: Regina Santiago;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Regina Santiago;

Transcrição: Oswaldo Cordeiro de Farias;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Maurício Silva Xavier;

Temas

André Franco Montoro;
Arte;
Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP);
Associação Brasileira de Propaganda (ABP);
Comunicação de massa;
Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar);
Cuba;
Delfim Neto;
Diretas já (1984);
Fernando Henrique Cardoso;
Imigração;
Imprensa;
Jânio Quadros;
Líbano;
Marketing;
Mercado;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Política;
Política internacional;
Propaganda;
Propaganda política;
Publicidade;
São Paulo;
Universidade de São Paulo;
Veículos de comunicação;

Sumário

1a Entrevista: 14/10/2004
Fita 1-A: origens familiares; trajetória profissional do pai do entrevistado; relato sobre a vida dos avós no Líbano; a infância em Campo Grande, então estado de Mato Grosso, onde os pais tinham uma loja de moda feminina; a formação escolar do entrevistado; comentários sobre o interesse por revistas diversas em sua juventude.

Fita 1-B: novos aspectos da trajetória profissional do pai; relação do pai com o general Bertoldo Klinger, nos anos 1930; recordações sobre a infância em Campo Grande; a atividade de garimpo no Mato Grosso; razões da mudança da família para São Paulo (1948); período de estudos na escola alemã da Vila Mariana e no Colégio Bandeirantes; comentários sobre a revista Publicidade e Negócios; a passagem do entrevistado pelo Banco de Boston, onde trabalhava em cobrança; a ligação do entrevistado com movimentos de esquerda, durante a juventude; o talento para o desenho do entrevistado e de seu irmão; os trabalhos de propaganda realizados para o jornal do bairro de Vila Mariana na juventude; a entrada no Departamento de Propaganda da Colgate-Palmolive como tradutor de anúncios e analista de mídia.

Fita 2-A: o trabalho na Colgate-Palmolive (continuação); a graduação na Escola de Propaganda do Museu de Arte de São Paulo (1953-54); opinião do entrevistado sobre o curso na Escola de Propaganda do Museu de Arte de São Paulo; comentários sobre a viagem do entrevistado a Cuba para participação do Festival Internacional de Comunicación de Bien Publico, em 2002; discussão sobre possíveis relações entre a atividade da propaganda e os ideais socialistas.

Fita 2-B: o período como conselheiro da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getulio Vargas; a entrada para a Companhia de Incremento de Negócios (CIN), como redator (1956), e a apresentação da primeira campanha; a trajetória profissional do entrevistado: passagens pelas agências Thompson, McCann-Erickson e Standart (1958-1968); a importância de Júlio Cosi Júnior para a propaganda brasileira; perfil de Cícero Leuenroth; considerações sobre o funcionamento das house agencies.

2a Entrevista: 18/11/2004
Fita 3-A: a importância do banco de imagens e do banco de frases para o processo criativo, em propaganda; razões do ingresso na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1957); o impacto exercido pela Sears no comércio varejista: a loja de departamentos em contraste com o balcão do comércio de até então; recordações sobre colegas e professores da Escola de Sociologia; a opção do entrevistado pela área de publicidade; digressões sobre os conceitos de mercado e produção; as mudanças nos padrões de consumo entre os anos 1950-60 e a época da entrevista; reflexões sobre a importância das pesquisas mercado para a propaganda brasileira.

Fita 3-B: a estrutura da Companhia de Incremento de Negócios (CIN), onde trabalhou como redator nos anos 1950; a importância da introdução da dupla de criação na propaganda brasileira; a participação no I Congresso Brasileiro de Propaganda, no qual o entrevistado apresentou tese sobre educação profissional (1957); a viabilidade de realização de curso superior de propaganda em um ano; passagem como professor de redação e diretor de cursos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); tentativa de adquirir cadeiras desenhadas por Lina Bo Bardi para mobiliário da ESPM; passagem como professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP); comentários sobre as passagens do entrevistado por diversas agências: CIN, Standard, Thompson e McCann-Erickson (1958-1968).

Fita 4-A: comentários sobre as passagens do entrevistado por diversas agências (continuação); contatos com o diretor de arte Licínio Neves Tavares de Almeida; a importância da agência Standard para a modernização da propaganda brasileira; atuação como gerente do escritório da Standard em São Paulo, no final da década de 1960; comentários sobre campanhas desenvolvidas nas agências nas quais atuou nos anos 1960; história da criação do Bombril por Edmur de Castro Cotti; as trajetórias profissionais de Francesc Petit e José Zaragoza, sócios do entrevistado na agência DPZ, criada em 1986.

Fita 4-B: campanhas desenvolvidas pelo entrevistado como freelancer; relações profissionais do entrevistado com a agência Metro 3, embrião da DPZ; a associação com Francesc Petit, José Zaragoza e Ronald Persichetti para fundar a DPZ (1968); contatos do entrevistado com Delfim Neto; contatos com Jânio Quadros; comentários sobre premiações recebidas pelo entrevistado ao longo de sua carreira; a organização interna e o desempenho da DPZ no mercado brasileiro.

Fita 5-A: campanhas da DPZ censuradas durante o regime militar (1964-1985); crítica à Lei no 10.167, de 27 de dezembro de 2000, que restringiu a propaganda comercial de cigarros; a estratégia de publicar anúncios da DPZ em revistas estrangeiras e divulgá-los entre clientes e jornalistas; comentários sobre a participação do entrevistado na Comissão Interassociativa da Publicidade Brasileira que elaborou o Código Brasileiro de Auto-regulamentação Publicitária, aprovado no III Congresso Brasileiro de Propaganda (1978); perfil de Roberto Civita; a importância da Associação dos Diretores de Venda do Brasil (ADVB) para a propaganda brasileira.

Fita 5-B: considerações sobre marketing político; participação do entrevistado em campanhas políticas; comentários sobre campanhas voluntárias como o SOS Mata Atlântica e pela construção do Hospital Sírio-Libanês; a Lei no 2.262, de 26 de junho de 1997, que instituiu a livre negociação na remuneração das agências de publicidade, e sua posterior revogação pelo Decreto no 4.563, de 31 de dezembro de 2002; comentários sobre fusões de agências no mundo e no Brasil.

Fita 6-A: a situação da DPZ no mercado brasileiro à época da entrevista; contatos com Fernando Henrique Cardoso; comentários sobre o desenvolvimento de campanhas para partidos políticos pelas agências de publicidade; os períodos como presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (Abap) (1984-86 e 1993-95);
Fita 6-B: a atuação no Conselho de Curadores da Fundação Cultural Exército Brasileiro, fundada em 2000; comparação das relações com membros do Exército durante o regime militar e à época da entrevista.

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