Rubem César Fernandes I

Entrevista

Rubem César Fernandes I

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória de um Office na periferia: o Escritório da Fundação Ford no Brasil”, desenvolvido em convênio com a Fundação Ford, entre janeiro de 2011 e julho de 2012, com o objetivo de constituir um acervo de depoimentos histórico-documental sobre os 50 anos da atuação da Fundação Ford no Brasil e a posterior disponibilização dos depoimentos gravados na internet.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: "Fora de ordem: viagens de Rubem César"/ organização: Lucia Lippi Oliveira e Dulce Pandolfi. - Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Lúcia Lippi Oliveira
Dulce Chaves Pandolfi
Helena de Moura Aragão
Data: 9/3/2012 a 14/5/2012
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 7h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Rubem César Fernandes
Nascimento: 25/5/1943; Niterói; RJ; Brasil;

Formação: Graduação em Filosofia pela Universidade de Varsóvia (1962-1964); Mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1965-1969); Mestrado em História do Pensamento Social pela Columbia University, CUNYC, Estados Unidos (1969-1972); Doutorado em História do Pensamento Social pela Columbia University, CUNYC (1969-1976).
Atividade: Coordenador da área de pesquisa do Instituto Superior de Estudos da Religião (2004- ); fez parte do conselho da Comunidade Solidária (1997-2001); integrante do conselho científico do Instituto de Estudos da Cultura e Educação Continuada (1997-2001); fundador e diretor executivo do Viva Rio (1993-) ,cuja meta é a pesquisa e a formulação de políticas públicas, com o objetivo de promover a cultura de paz e o desenvolvimento social; coordenador do Movimento Inter Religioso (1992-1995); professor de antropologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1990-1992); presidente da Rede Norte Sul Culturas e Desenvolvimento (1989-1993); professor visitante da Universidade Federal Fluminense (1988); presidente do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas- IBASE (1979-1996); professor associado do Museu Nacional- UFRJ(1979 - 1994);professor visitante da Columbia University (1976-1979); desenvolve pesquisas sobre história do pensamento social, movimentos sociais na Polônia e no Brasil, catolicismo e protestantismo e violência urbana.

Equipe

Levantamento de dados: Helena de Moura Aragão;Lúcia Lippi Oliveira;Verônica R. Bevilacqua Otero Spicer;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Helena de Moura Aragão;Lúcia Lippi Oliveira;Dulce Chaves Pandolfi;

Transcrição: Liris Ramos de Souza;

Conferência da transcrição: Verônica R. Bevilacqua Otero Spicer;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Laura Mie de Azevedo Nicida;

Temas

Ação Popular (1962);
Acesso à informação;
AIDS(doença);
América Latina;
Anos 1960;
Anos 1980;
Antropologia;
Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Brasil;
Casamento;
Conselho Mundial de Igrejas;
Cooperação internacional;
Crises políticas;
Cristianismo;
Cuba;
Drogas;
Esquerda;
Estados Unidos da América;
Estrangeiros;
Exílio;
Faculdade Nacional de Filosofia;
Família;
Fidel Castro;
Filosofia;
Formação acadêmica;
Fundação Ford;
Genebra;
Golpe de 1964;
Haiti;
História;
Ideologia;
Igrejas evangélicas;
Imprensa;
Inquérito policial militar;
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas;
Intelectuais;
Jornalismo;
Leonel Brizola;
Magistério;
Mão de obra;
Marxismo;
Militância política;
Movimento estudantil;
Movimento Viva Rio;
Mulher;
Museu Nacional;
Música;
Negros;
Niterói;
Obras de referência;
Organizações não governamentais;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Pensamento político;
Peter Fry;
Polícia;
Política científica e tecnológica;
Polônia;
Pós - graduação;
Religião;
Religiões afro-brasileiras;
Repressão política;
Rio de Janeiro (cidade);
Segurança pública;
Sociedade civil;
The Beatles;
União Nacional dos Estudantes;
Universidade de Columbia;
Universidade Estadual de Campinas;
Viagens e visitas;
Violência;

Sumário

Entrevista 09 de março de 2012: O início da relação com a Fundação Ford em Nova Iorque para o financiamento do livro de memórias do exílio; o processo de produção do livro; a volta para o Brasil e o trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com Peter Fry; o funcionamento e os membros do Instituto de Estudos da Religião (Iser); a criação da revista Ciências sociais da Religião; a figura de Rubem Alves; a ida para o Rio de Janeiro, no Museu Nacional; o processo de institucionalização do Iser na virada dos anos 1980; o tema mulher dentro da discussão religiosa; o estudo da ascensão social de negros no ambiente evangélico e na sociedade; a discussão do tema da Aids dentro do ambiente de candomblé; o apoio da Fundação Ford; a diferença entre o financiamento do Iser e do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase); o estudo da violência dentro da religião; a relação com a Fundação Ford; o apoio de outras agências internacionais; a criação do Viva Rio; o projeto Balcão de Direitos durante o governo Brizola; a crise do Iser e a criação do Iser Assessoria; a atuação da Fundação Ford na área de violência; a participação no Fórum Brasileiro de Segurança Pública; a experiência do Viva Rio no Haiti e no plano internacional; a crise das Organizações não Governamentais (ONGs) e a chegada das Organizações Da Sociedade Civil De Interesse Público (OSCIPs); o papel da Fundação Ford na crise das ONGs; a ida da Fundação Ford para o campo de democratização da informação.
2ª Entrevista 15 de março de 2012: A formação escolar em Niterói; origens familiares e a formação religiosa protestante presbiteriana; o movimento da mocidade presbiterana e o jornal “A Mocidade”; a conferência em Presidente Prudente sobre o tema social e a igreja; a entrada na Associação Cristã de Acadêmicos, a aproximação da Bíblia e a figura de Richard Shaull; a relação entre militância religiosa e a família; a chegada na Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) e a saída de Niterói; o trabalho no jornal Metropolitano; os amigos que participavam do Centro Popular de Cultura (CPC) e o seu envolvimento com a União Nacional dos Estudantes (UNE); a criação da “Nova Esquerda” e as referências intelectuais da época; a repressão policial na Cinelândia e o processo de desenvolvimento ideológico da Nova Esquerda; a ida para Cuba como representante do movimento estudantil secundarista; o fim da Nova Esquerda e a ida para o Partido Comunista no período de formação da Ação Popular (AP); o pensamento marxista e o pré vestibular na FNFi; a experiência de um mês em Cuba e o discurso de Fidel Castro; A entrada no curso de história da FNFi; as reuniões do Partido Comunista e a militância dentro da FNFi; a crise dos mísseis em Cuba, a tomada da FNFi e o confronto com a polícia; o professor Hélio Viana e as diferentes correntes de pensamento dentro da FNFi; a publicação de livros pelo Ministério da Educação; os Inquérito Policial Militar (IPM) durante o golpe de 64; o dia do golpe; o processo de ida para a Polônia; o mestrado em História da Filosofia, o orientador Adam Schaff e a experiência na Polônia; as oposições dentro da Universidade na Polônia e o episódio com o reitor; o crescimento do movimento antissemita na Polônia em 1968.
3ª Entrevista 20 de março de 2012: Os estrangeiros na Polônia; a revista Cultura e o jornalismo polonês; a crise na universidade no final dos anos 1960 e a dissertação de mestrado sobre a esquerda cristã na América Latina; a bolsa de estudos na Universidade de Columbia para o doutorado; o episódio do casamento com a filha do professor Schaff; a ida para Nova York e o primeiro contato com a música dos Beatles; a chegada nos Estados Unidos; a produção do livro “Tortura Nunca mais”; a ida para Genebra para o Conselho Mundial de Igreja, o encontro com Paulo Freire e a rede internacional dos exilados; o seminário presbiteriano em Chicago e a estadia na igreja metodista com a pastora Jacqueline; o encontro com a Joan Dassin, Ralph Della Cava e outros intelectuais; o estudo sobre “História do pensamento na filosofia social da Polônia no pós-guerra” no doutorado, orientado por Lenard Triguer; o período dando aula de Filosofia social na Universidade de Columbia; a ida para Urbana Champaign e a decisão de não ficar nos Estados Unidos; os impactos do uso de maconha e o tempo de recuperação; o episódio do assalto do pai, as visitas da família na Polônia e a volta para o Brasil; a queda da turma do partido comunista; relato da história de como se tornou antropólogo; a ida para o Rio de Janeiro, o trabalho no Museu Nacional e a reimplantação do Iser; os estudos durante as pós-graduações e as obras de referência; a admiração pelo trabalho de campo da antropologia; o pedido de aposentadoria.


4ª Entrevista: 14.05.2012

O foco das agências internacionais na questão indígena e ambiental; a relação com o Instituto de Estudos da Religião (Iser); a experiência no Haiti com o setor de operações de paz e com bandas de rock-vodu; a estadia no Hotel Oloffson e o início do Viva Rio; o trabalho de recuperação do bairro de Bel Air no Haiti; tradições religiosas haitianas; o método de atuação nas comunidades haitianas; o projeto de reconstrução de Bel Air; a relação com o governo no Haiti; o censo e a história da população de Bel Air; a dimensão do Viva Rio até 2009 no Haiti; os financiamentos para o projeto no Haiti e os furacões que atingiram o país em 2008; o terremoto no início de 2010 e os impactos; os financiamentos e o processo de recuperação pós-terremoto; a mudança de perfil do Viva Rio pós-terremoto; os projetos de capoeira, dança e comida; a reconstrução das sedes do Viva Rio; as mudanças em Bel Air; a presença peruana no Haiti; o financiamento de Soros no projeto do futebol.




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