Sérgio Rezende

Entrevista

Sérgio Rezende

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou, entre outros, por sua participação nas articulações que levaram à criação da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE), a primeira FAP do Nordeste.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Tjerk Franken
Ricardo Guedes Pinto
Carla Costa
Data: 28/3/1977 a 29/3/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Sérgio Machado Rezende
Nascimento: 3/10/1940; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) (1963); mestre em Engenharia Elétrica (1964) e doutor por Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA (1967).
Atividade: Estagiou com Gunther Kegel do Instituto de Física da PUC e foi instrutor do centro de processamento de dados dessa universidade; foi professor associado pelo Instituto de Física da PUC-RJ (1967-1971); foi professor visitante do Instituto de Física da Unicamp (1971); foi professor titular e chefiou o departamento de física da UFPE (1972-1975); foi professor visitante da Universidade da Califórnia, EUA (1975); regressou à UFPE (1976).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Atividade acadêmica;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Empresa Brasileira de Telecomunicação;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Estados Unidos da América;
Física;
Formação profissional;
História da ciência;
Importação;
Indústria;
Instituições acadêmicas;
Intercâmbio cultural;
Máquinas e equipamentos;
Matemática;
Metodologia de pesquisa;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Política nuclear;
Política salarial;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Sérgio Rezende;
União Soviética;
Universidade de São Paulo;
Universidade do Brasil;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: estudos secundários no Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil; o interesse pela física e pela matemática; origem familiar e a escolha da carreira; o vestibular para o ITA e o ingresso na Escola de Engenharia da PUC-RJ; os estudos preparatórios no Colégio Universitário; o ensino de física na Escola de Engenharia PUC: o curso de Luís Paulo Maia; o estágio com Gunther Kegel no Instituto de Física da PUC: a boIsa de iniciação científica do CNPq; a experiência como instrutor do Centro de Processamento de Dados da PUC; a influência de Luís Carlos Baiana em sua formação: o interesse pelo eletromagnetismo; a pós-graduação em engenharia no Massachusetts Institute of Technology (MIT): a bolsa da Fundação General Eletric, a aproximação com a física aplicada; a volta ao Brasil em 1967 e a contratação pelo Instituto de Física da PUC; o grupo do estado sólido da PUC; a reunião nacional de físicos dos sólidos organizada por Sérgio Mascarenhas em São Carlos; assessor do CNPq; as linhas de pesquisa do Instituto de Física da PUC; as contribuições de José Ripper e Nelson Parada à criação da Unicamp; a experiência como professor titular visitante da Unicamp em 1971; a transferência para a UFPE; a importância do trabalho em equipes; a produção científica do Departamento de Física da UFPE: as pesquisas sobre magnetismo e materiais magnéticos, o programa de colaboração com o Departamento de Engenharia Elétrica, a publicação de trabalhos em revistas estrangeiras, o contato com a Telebrás, as linhas e as equipes de pesquisas; o inbreeding na universidade brasileira; a importância do treinamento dos pesquisadores em centros científicos estrangeiros; a colaboração do Departamento de Física com os demais departamentos da Universidade; os salários dos docentes na UFPE; os professores estrangeiros; a avaliação da produção dos pesquisadores; os recursos e os equipamentos necessários às pesquisas em física dos sólidos.

Sumário da 2ª entrevista:
A organização do Departamento de Física da UFPE: o setor de compras e importação, o auxílio do CNPq e do BNDE, o apoio do reitor Marcionilo Lins; os entraves à importação de materiais e equipamentos de pesquisa; o setor de importação do CNPq; os equipamentos nacionais: a indústria Brasele; a física dos sólidos nos EUA e na URSS; o incentivo à pós-graduação dos pesquisadores no exterior; ciência pura e ciência aplicada; as aplicações de suas pesquisas sobre microondas: a colaboração com o Departamento de Engenharia Elétrica; o papel do físico aplicado e o do tecnologista; o desinteresse das empresas estatais pela pesquisa e pela pós-graduação; o programa nuclear brasileiro; o Centro de Pesquisas da Petrobrás; a atividade científica na universidade e nos institutos isolados; o grupo de física do estado sólido da UFPE; a competição entre os cientistas nos meios universitários; a produção científica dos Institutos de Física da USP e da Unicamp; a avaliação da qualidade da produção dos pesquisadores; a Revista Brasileira de Física; o papel e a atuação da Sociedade Brasileira de Física e da SBPC; a Academia Brasileira de Ciências; a formação da primeira geração de físicos; a dedicação ao ensino e à pesquisa; a importância do trabalho em equipes; a regulamentação da profissão de físico; o sistema de financiamento das agências governamentais de amparo à ciência: a participação da comunidade científica, o auxílio à pesquisa pura e à pesquisa aplicada; o regime de trabalho do Instituto de Energia Atômica da USP; o interesse dos jovens pela física.

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