Simão Mathias

Entrevista

Simão Mathias

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua extrema importância para o desenvolvimento da Universidade de São Paulo (USP).
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Nadja Vólia Xavier
Ricardo Guedes Pinto
Simon Schwartzman
Data: 14/4/1977 a 15/4/1977
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 5h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Simão Mathias
Nascimento: 26/8/1908; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Odontologia pela Faculdade de Farmácia e Odontologia de São Paulo; Química pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP (1937); doutor em Ciências pela USP (1942).
Atividade: Foi assistente de Heinrich Rheinboldt na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP; especializou-se em físico-química de alto-polímeros na Universidade de Wisconsin, em Madison, EUA, com bolsa da fundação Rockfeller (1942); dedicou-se à instalação do laboratório de físico-química do departamento de química da USP (1944); estagiou na Universidade de Michigan, EUA (1951-1952); catedrático de físico-química da Faculdade de Filosofia da USP (1956); chefiou o departamento de química (1960-1972); fundou e foi diretor interino do Instituto de Química da USP, criado com a reforma universitária.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Acordos e tratados internacionais;
Armando de Sales Oliveira;
Banco Interamericano de Desenvolvimento;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Cassações;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Engenharia;
Escola Politécnica;
Física;
Fundação Rockefeller;
Governo estadual;
História da ciência;
Importação;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Marcas e patentes;
Matemática;
Metodologia de pesquisa;
Odontologia;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Química;
Reforma educacional;
Revolução Constitucionalista (1932);
Rio de Janeiro (estado);
São Paulo;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Simão Mathias;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: o ingresso na recém-criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP; os estudos secundários no Ginásio Osvaldo Cruz; a paixão pela matemática; a oposição da família; o ingresso na Escola Politécnica de São Paulo em 1929; a graduação em odontologia; a escola de H. Rheinboldt e H. Hauptmann; a atração pela físico-química; o papel da Faculdade de Filosofia da USP no desenvolvimento científico do país; a primeira turma de química da USP; a atração dos químicos pela indústria; a instalação do laboratório de físico-química da Faculdade de Filosofia: a construção das aparelhagens; a colaboração do Departamento de Química da USP no esforço de guerra; o divórcio entre a universidade e a indústria no Brasil; a natureza internacional das ciências químicas; a importância da físico-química; a introdução de modernos equipamentos no Departamento de Química da USP: o auxílio da Fundação Ford, do BID e das agências governamentais de amparo à ciência; a orientação de Rheinboldt: a ênfase no método científico; o interesse pelo estudo da estrutura molecular; o laboratório de Pavel Krumholz; as vantagens e desvantagens da utilização de modernas aparelhagens na pesquisa química; as linhas de investigação do Departamento de Química da USP; a contratação de Otto Gottlieb para organizar o laboratório de produtos naturais da Universidade: o auxílio da FAPESP; o início da carreira docente como assistente de Rheinboldt; o doutoramento na USP; o estágio na Universidade de Wisconsin: os trabalhos sobre a química de alto-polímeros; a contribuição da Fundação Rockefeller à ciência brasileira: a atuação de Harry Miller Jr.; o modelo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP; a oposição das escolas tradicionais à nova faculdade: a transferência do Departamento de Química da Faculdade de Medicina para a alameda Glete; a química e a engenharia química; o laboratório de pesquisas da Cia. Orquima; os trabalhos desenvolvidos com Hans Stammreich; o laboratório de físico-química da USP; o doutorado paulista: o sistema alemão; a institucionalização da pós-graduação no Brasil, segundo o modelo norte-americano.

Fita 2: a nomeação para a direção do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia da USP; a luta pela criação do Instituto de Química; o intercâmbio do Departamento com cientistas estrangeiros: o auxílio da Fundação Ford; a contratação de Leonard W. Rives e a instalação do laboratório de ressonância magnética nuclear; o estágio com K. Fajans na Universidade de Michigan; a hipótese dos quantículos de Fajans; o afastamento das atividades científicas para dedicar-se à organização do Instituto de Química; a integração entre os professores no novo Instituto; o convênio entre o CNPq e a Academia de Ciências dos EUA; os estudos sobre a estrutura das universidades européias e norte-americanas; a reforma universitária de 1970: o isolamento dos professores; a pesquisa científica na universidade e nos institutos isolados; a crise da universidade brasileira; o prestígio do físico no Brasil após a guerra; o status do químico; a situação da química quântica; o Instituto de Química da Unicamp: a administração de Giuseppe Cilento; os modelos da USP e da Unicamp; as fronteiras entre a física e a química.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 2 (continuação): o conflito entre Rheinboldt e Hauptmann; as relações com esses cientistas; o concurso para catedrático da Faculdade de Filosofia da USP em 1956; a seleção dos docentes nas universidades européias e norte-americanas e o sistema adotado no Brasil.

Fita 3: a luta pela reforma universitária; a cassação de professores da USP em 1969; o Conselho Universitário da USP; a gestão de Gama e Silva nessa universidade; as instalações do Instituto de Química na Cidade Universitária; a experiência na direção do Instituto em 1970; as reitorias de Ulhoa Cintra e Hélio Lourenço de Oliveira; a crise universitária de 1969 e a rearticulação das associações docentes e estudantis no final dos anos 70; o doutoramento na USP; a especialização em físico-química nos EUA; a opção pela química: a influência familiar; a colaboração com Hans Stammreich; as relações de Stammreich com a comunidade científica brasileira; os discípulos de Simão Mathias; o setor de físico-química do Departamento de Química da USP: os pesquisadores e as linhas de pesquisa, a contratação dos professores Riveros e Rives, o laboratório de difração eletrônica de Eduardo Peixoto; as fontes de recursos do Instituto de Química da USP; o sucesso da FAPESP; os fundadores; a política do CNPq; o auxílio do BNDE ao Instituto: o contato com José Pelúcio Ferreira; os entraves alfandegários à importação de equipamentos e materiais científicos; a instituição da pós-graduação no Instituto de Química da USP; a importância da formulação de um programa nacional de aproveitamento da energia solar; a química no Rio de Janeiro: as pesquisas de Walter Mors, Heloísa Mano e Cláudio Costa Neto; o contato com Costa Ribeiro e Bernhard Gross.

Fita 4: o regime de trabalho e a produção científica das escolas de química do Rio de Janeiro; o intercâmbio com cientistas cariocas; a fundação, expansão e decadência da Associação Brasileira de Química; a criação da Sociedade Brasileira de Química em 1977; a participação na SBPC; a fundação da Federação das Associações para o Progresso da Ciência das Américas do Sul, do Norte e Central; as relações da SBPC com o governo; a eleição para a secretaria geral dessa entidade; o papel e a representatividade da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências; a Academia de Ciências do Estado de São Paulo; o prêmio Nobel; os prêmios de química Heinrich Hauptmann, Moinho Santista e Boilesen; a política de patentes no Brasil; o interesse pela história das ciências; as pesquisas sobre a história da ciência brasileira; origem familiar; a participação na Revolução Constitucionalista de 32; o desenvolvimento científico de São Paulo durante o governo de Armando de Sales Oliveira; a universidade e a ciência no Brasil após 1964.

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