Sueli Carneiro II

Entrevista

Sueli Carneiro II

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória de um Office na periferia: o Escritório da Fundação Ford no Brasil”, desenvolvido em convênio com a Fundação Ford, entre janeiro de 2011 e julho de 2012, com o objetivo de constituir um acervo de depoimentos histórico-documental sobre os 50 anos da atuação da Fundação Ford no Brasil e a posterior disponibilização dos depoimentos gravados na internet.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Lúcia Lippi Oliveira
Helena de Moura Aragão
Data: 30/3/2012
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h27min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Aparecida Sueli Carneiro
Nascimento: 24/6/1950; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Formada em filosofia pela Universidade de São Paulo, USP, é doutora em filosofia da educação pela mesma Universidade.
Atividade: Atuação no movimento negro. Coordenou o Programa da Mulher Negra do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. É uma das sócias fundadoras do Geledés Instituto da Mulher Negra. Fez parte do Conselho Estadual da Condição Feminina. Atualmente é diretora do instituto Geledés e Vice-presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

Equipe

Levantamento de dados: Helena de Moura Aragão;Lúcia Lippi Oliveira;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Helena de Moura Aragão;Lúcia Lippi Oliveira;

Transcrição: Leticia Cristina Fonseca Destro;

Conferência da transcrição: Verônica R. Bevilacqua Otero Spicer;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Laura Mie de Azevedo Nicida;

Temas

Ação Social;
África;
África do Sul;
André Franco Montoro;
Anos 1970;
Anos 1990;
Brasil;
Capital estrangeiro;
Desigualdade social;
Direitos humanos;
Discriminação racial;
Ditadura;
Educação;
Ensino público;
Etnias;
Família;
Feminismo;
Filosofia;
Fundação Ford;
Governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003 - 2010);
Infância;
Militância política;
Movimento negro;
Negros;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Racismo;
Redemocratização;
São Paulo;
Universidade de São Paulo;
Violência;
Vladimir Herzog;

Sumário

Entrevista 30 de março 2012: A experiência de vida comunitária em bairros populares da cidade de São Paulo; a formação em escolas públicas; o ingresso na Universidade de São Paulo (USP) no curso de Filosofia em 1972; o mestrado na área de Sociologia; o abandono do mestrado e a ida para o ativismo social; a volta para USP em 1999 na área de educação e o doutorado no campo das relações raciais no Brasil; a experiência na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e o trabalho com Octavio Ianni; a discriminação racial na infância e a educação familiar; o contexto de militância dos anos 1970 e o combate à Ditadura Militar na USP; o nascimento do Movimento Negro Unificado; o início do processo de redemocratização; a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo, do Conselho do Negro e do Coletivo de Mulheres Negras de São Paulo durante a gestão Franco Montoro; a importância vital do financiamento da Fundação Ford e os primeiros contatos; o diálogo entre o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a Fundação Ford; o tratamento da questão racial pela Fundação Ford e o apoio mais efetivo às organizações de combate ao racismo; o início do Geledés - Instituto da Mulher Negra; os direitos humanos no Brasil e o caso de Vladimir Herzog; o termo Geledés; as mudanças de program officers na Fundação Ford e o impacto no Geledés; as conquistas de Durban; a construção da figura do “afrodescendente”; a perspectiva internacionalista da questão racial, o pan africanismo e a concepção de diáspora africana; a promulgação da lei de obrigatoriedade do ensino de história da África e da cultura afro-brasileira durante o governo Lula; o racismo como causa da desigualdade; comparação entre o progresso do movimento das mulheres e dos afrodescendentes; o jovem negro, a violência e a mulher na sociedade; a primeira experiência com a questão de ação afirmativa e o projeto piloto “Geração 21”; o racismo no Brasil.
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