Vera Lucia Carneiro Vital Brasil

Entrevista

Vera Lucia Carneiro Vital Brasil

Entrevista realizada no contexto do projeto “Arqueologia da reconciliação: formulação, aplicação e recepção de políticas públicas relativas à violação de direitos humanos durante a ditadura militar”, desenvolvido pelo CPDOC em convênio com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e parceria com a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, entre maio de 2014 e setembro de 2015. O projeto visa, a partir das entrevistas cedidas, a criação de um banco de entrevistas com responsáveis por políticas públicas relativas à violação de direitos humanos durante a ditadura militar.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Dulce Chaves Pandolfi
Angela Moreira Domingues da Silva
Data: 25/9/2015 a 30/10/2015
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 7h27min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Vera Lucia Carneiro Vital Brasil
Nascimento: 4/7/1946; Niterói; RJ; Brasil;

Formação: Graduação em Psicologia pela Universidade Gama Filho (1981).
Atividade: Psicóloga Clínico-Institucional do Instituto dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (1991); membro fundador do Fórum de Reparação e Memória do Rio de Janeiro (2007-atual); membro colaborador da Escola de Saúde Mental do Rio de Janeiro; membro do ColetivoRJ Memória, Verdade e Justiça (2011-atual); coordenadora da Equipe Clínica do “Projetos Terapêuticos RJ” do Projeto Clínicas do Testemunho da Comissão de Anistia (2012-atual).

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Técnico Gravação: Ninna Carneiro; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Luanna Gentil ;

Temas

América Latina;
Anistia política;
Belo Horizonte;
Chile;
Congressos e conferências;
Ditadura;
Ensino;
Família;
Farmácia;
Golpe Militar no Chile (1973);
Igreja;
Medicina;
Militância política;
Militarismo;
Movimento estudantil;
Movimentos sociais;
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Perseguição política;
Política;
Psicologia;
Regime militar;
Repressão política;
Rio de Janeiro (cidade);
Saúde mental;
Tortura;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

1ª Entrevista: 25/9/2015

Origens familiares; as influências políticas familiares; a vivência em uma vila militar; a trajetória escolar; a atuação de seu pai como químico; o vestibular para Medicina em Belo Horizonte; a falta de registros em 1964; a mudança para o Rio de Janeiro; o ingresso na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); a aproximação com o movimento estudantil; os impactos do regime militar; o apoio dos professores; a atuação no diretório acadêmico de Farmácia; o diálogo com s Organizações Parapartidárias (OPPs) ; a ligação do movimento com o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR); o contato com uma nova literatura; a prisão no Dops em 1968; a semiclandestinidade; a ida para o Chile; o momento que foi levada ao Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI); a pressão policial; a tortura; o cotidiano da prisão; a visita da família; a colação de grau; o assédio sexual dentro da prisão; a saída da prisão; a saída do país; o exílio no Chile; a mobilização social no Chile; o curso de Belas Artes em 1973 no Chile; o golpe no Chile; a aproximação com outros brasileiros em exílio; o bombardeio na Moneda.

2ª Entrevista: 02/10/2015
As dificuldades da vida no Chile; os impactos do golpe militar no Chile; as perseguições aos brasileiros; o retorno ao Brasil; o trabalho no magistério; a ligação com a mobilização de professores em 1976; o curso de Psicologia na Universidade Gama Filho; a grande mobilização na Gama Filho; o retorno à atividade política; o trabalho no Morro dos Cabritos; o diálogo com a Igreja; o silêncio e o terror do Estado; o embrião de escolas comunitárias na Rocinha; a aproximação com o Partido dos Trabalhadores (PT); o trabalho na assessoria do Liszt; a tentativa de criar o apoio das Nações Unidas para as Vítimas da Tortura; a aproximação com o Grupo Tortura Nunca Mais; a ligação com a Centro de Investigações em Psicologia Social (CIR); a equipe de terapeutas do Tortura Nunca Mais; a criação da rede latino-americana e do Caribe de saúde mental e direitos humanos; o grupo de atendimento psicológico e psiquiátrico no Ditadura Nunca Mais; a questão da violência do Estado; a saída do Grupo Tortura Nunca Mais; os programas de assistência a Saúde Mental na America Latina; a vinculação ao Coletivo RJ Memória; a criação do Fórum de Reparação e Memória do Rio de Janeiro; as reuniões iniciais do Coletivo; a criação da Rede Brasil Memória, Verdade e Justiça; o projeto Clínicas do Testemunho; a organização de uma equipe na Comissão Estadual da Verdade; a formação do grupo do Hospital Central do Exército (HCE); os congressos da Comissão Nacional da Verdade.

3ª Entrevista: 30/10/2015
A experiência da Clínica do Testemunho; a construção da clínica; os depoimentos das vítimas e das testemunhas; as discussões acerca da impunidade; as experiências clínicas; as relações com outros países da América Latina; as discussões sobre reparação; o Conselho Internacional para Reabilitação das Vítimas de Tortura (IRCT); o Dia Internacional de Apoio às Vítimas da Tortura; as políticas de reparação; o acolhimento das pessoas que tinham passado por situações extremas; os seminário na América Latina; a elaboração do estatuto de funcionamento da Rede; as Comissões Estaduais de Reparação; as especificidades do DOI-Codi; a ligação com a União de Mobilização Nacional de Anistiados (Umna); a questão da memória; as diferentes lógicas de reparação; a Lei 9.140; a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos; o papel dos familiares e de ex-presos políticos foi fundamental no processo; as limitações da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos; o material investigativo; a Lei da Anistia; a luta por verdade, memória e justiça; os Fóruns de Participação; o papel de encorajamento da Comissão da Verdade; a primeira vez que falou publicamente sobre ser ex-presa política; as produções fílmicas acerca da ditadura; a dimensão pública do testemunho como reparação; o Congresso de Direitos Humanos de 2008; o Plano Nacional de Direitos Humanos; a violência do Estado; projetos futuros; a pacificação nacional; a reconciliação nacional; o pós ditadura no Brasil; os processos na processo na Justiça Militar; os processos na Comissão de Reparação; o seu testemunho; a produção do registro; a Comissão de Reparação do Rio de Janeiro; os casos de indeferimento; o período de perseguição; a reparação simbólica; os desdobramentos da Comissão da Verdade; propostas para o Executivo; a continuidade das investigações; conclusões e agradecimentos.

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