Vladimir Carvalho da Silva I

Entrevista

Vladimir Carvalho da Silva I

Entrevista realizada como parte integrante de um projeto interno do CPDOC intitulado "Dossiê Brasília 50 Anos". Coordenado pela professora Helena Bomeny, este projeto contou com a participação de uma equipe de pesquisadores do Centro para o levantamento de dados acerca da história de Brasília no ano em que esta cidade completa 50 anos (2010).A escolha do entrevistado justificou-se pelo fato de ter dirigido o filme "Conterrâneos velhos de guerra", que trata da construção da capital federal e das precárias condições de trabalho destes operários.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Regina da Luz Moreira
Bernardo Buarque de Hollanda
Data: 1/3/2010
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Vladimir Carvalho da Silva
Nascimento: 31/1/1935; Itabaiana; PB; Brasil;

Formação:
Atividade:

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Técnico Gravação: Marcela Baptista Teixeira; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Temas

Aliança para o Progresso (1961);
Anos 1960;
Arte;
Assuntos familiares;
Bernardo Sayão;
Brasília;
Cinema;
Darcy Ribeiro;
Diário de Notícias;
Emílio Garrastazu Médici;
Formação escolar;
Glauber Rocha;
Israel Pinheiro da Silva;
Joaquim Roriz;
José Aparecido de Oliveira;
José Sarney;
Juscelino Kubitschek;
Ligas camponesas (1955-1964);
Lúcio Costa;
Movimento camponês;
Museu da República;
Oscar Niemeyer;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Região Nordeste;
Universidade de Brasília;

Sumário

Entrevista: 19/03/2010

Arquivo em áudio 1: a origem nordestina; a saída do Nordeste, no inicio da década de 1960; o convite de Eduardo Coutinho para participar como assistente do filme Cabra Marcado para Morrer; comentários sobre a história e geografia de Itabaiana, sua cidade natal; recordações da infância e familiares; relato da ida para Recife, aos nove anos, onde foi alfabetizado; menção à mudança para João Pessoa e a ida à Salvador para cursar a faculdade; a influência do cineclube, em Recife, organizado pelo crítico de cinema Oswaldo Marques de Oliveira em fins da década de 1950; o primeiro contato com documentários, ao assistir o Homem de Aran; o contato com o “cineclube dos padres” em João Pessoa; a ida à Salvador e os primeiros contatos com o “Ciclo Baiano de Cinema”; breve comentário sobre a ida ao Rio de Janeiro para trabalhar no Cabra Marcado para Morrer; o trabalho com Arnaldo Jabor nos filmes Rio, capital do cinema e A Opinião Pública; comentários acerca do filme Rio, capital do cinema; a forma como começou a lecionar na UnB; o trabalho como jornalista no Diário de Notícias, no Rio de Janeiro; a chegada à Brasília e o contato com as áreas populares, particularmente com a “Invasão do IAPI” e discussão sobre essas áreas; a idéia de fazer um filme sobre a “matança” de operários durante a construção de Brasília; menção a dificuldade de se falar sobre a “matança” por ocasião da Ditadura Militar, especialmente do governo Médici; a filmagem da chegada da seleção brasileira de futebol tricampeã da Copa do Mundo, em 1970; comentários sobre a filmagem da visita do papa João Paulo II à Brasília, em 1980; citação dos filmes O Homem de Areia e O evangelho segundo Teotônio feitos enquanto reunia material para Conterrâneos velhos de guerra; observações sobre a maior facilidade de reunião de materiais para seus documentários após a Anistia; breves comentários sobre o contato com as Ligas Camponesas e com João Pedro Teixeira, líder das “Ligas Camponesas de Sapé” durante militância pelo PCB, no período pré-golpe de 1964; discussão sobre crescimento populacional, a pobreza no Nordeste e o papel da Aliança para o Progresso; análise da migração de nordestinos para Brasília no inicio de sua construção, em busca de trabalho; contextualização da década de 60, com o final da construção de Brasília e a criação das Ligas Camponesas, até o golpe de 1964; discussão acerca das resistências em se falar do massacre, pelos colaboradores de Juscelino Kubitscheck; a participação de Lúcio Costa, Bernardo Sayão e Israel Pinheiro na construção de Brasília; comentário acerca da formação da Guarda Especial de Brasília (GEB); breve relação entre o massacre na construção de Brasília com os da Candelária e do Carandiru; a relação de Oscar Niemeyer com Juscelino Kubitscheck; as condições de trabalho durante a construção de Brasília.

Arquivo em áudio 2: Relação e problemática da estréia do filme em contexto de comemoração do aniversário de 30 anos de Brasilia; informações sobre o filme Brasilia segundo Feldman, de 1983; repercussão e condições de realização do filme Conterrâneos velhos de guerra; menção ao badernaço na rodoviária de Brasilia, em 1986, em reação ao Plano Cruzado; mais informações sobre aquisição do material de Brasilia segundo Feldman; a análise do contexto atual de Brasilia: a superpopulação, o tombamento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade, críticas ao governo de Joaquim Roriz, e ao governador, então preso, José Roberto Arruda; perplexidade a respeito da inexistência de um museu em Brasília, e da ineficácia do Museu da República; a importância de Darcy Ribeiro na criação da UnB; críticas a falta de preservação de diversos prédios ligados à cultura na cidade e o sumiço de obras do artista plástico Athos Bulcão; os protestos de estudantes da UnB ao governo Arruda e crítica à forma como eles foram rechassados.
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