Walter Mors

Entrevista

Walter Mors

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por ter integrado o Instituto Agronômico do Norte do Ministério da Agricultura e o Instituto de Química Agrícola (I.Q.A.).
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Nadja Vólia Xavier
Ricardo Guedes Pinto
Simon Schwartzman
Data: 31/3/1977 a 29/4/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Walter Baptist Mors
Nascimento: 23/11/1920; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Química pela Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras da USP (1942); doutor em Química Orgânica pela Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (1960).
Atividade: Foi contratado pelo instituto agronômico do norte, órgão do Ministério da Agricultura, onde desenvolveu várias pesquisas sobre o melhoramento do timbó (1943); trabalhou o Instituto de Química Agrícola (Iqa), no Rio de Janeiro (1948-1964), chefiando a seção de tecnologia agrícola e, em seguida, a seção de química vegetal; estudou química de produtos naturais no laboratório de Carl Djerassi, na Wayne State University, em Detroit, EUA (1956-1957); livre docente da cadeira de química orgânica da Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (!960); organizou o núcleo de pesquisa de produtos naturais (Cppn), junto à Faculdade de Farmácia da Universidade do Brasil (1964); foi professor regente de bioquímica geral dessa faculdade; foi professor adjunto da cadeira de química orgânica e biológica (1966); foi professor da cadeira de bioquímica do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ (1969); dirigiu o Instituto de Tecnologia Agrícola e Alimentar (1966-1971) e a divisão de pesquisa em tecnologia agrícola do centro de tecnologia agrícola e alimentar (1971-1973).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Bolsas de estudo e de pesquisa;
Centros de pesquisa;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Escola Nacional de Química;
Formação profissional;
Fundação Rockefeller;
História da ciência;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Intercâmbio cultural;
Marcas e patentes;
Mercado de trabalho;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Professores estrangeiros;
Química;
Recursos vegetais;
Universidade de São Paulo;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;
Walter Mors;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: formação secundária; o interesse pela química; a fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP: a contratação de professores estrangeiros; o curso de química da Faculdade de Filosofia: a escola de Rheinboldt e Hauptmann; a formação médica e farmacêutica dos primeiros químicos brasileiros; a química no Rio de Janeiro: a Escola Nacional de Química; a pesquisa química na Escola Politécnica de São Paulo; pesquisa pura e pesquisa aplicada; o antigo doutorado paulista; a criação dos institutos agronômicos federais; as linhas de pesquisa do Instituto Agronômico do Norte: a contribuição ao esforço de guerra; a contratação por esse instituto em 1943; o estágio com Heinrich Hauptmann e o interesse pela química de produtos naturais; a equipe de pesquisadores do Instituto Agronômico do Norte; o programa de genética de seringueiras; as pesquisas sobre o melhoramento do timbó; outras linhas de pesquisa; as relações entre cientistas e administradores na época; a decadência do Instituto Agronômico e sua incorporação à Embrapa.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 2: o ensino secundário em sua época; os primeiros estudos na Escola Alemã; o relacionamento entre alunos e professores na Faculdade de Filosofia da USP; as pesquisas de Hauptmann sobre produtos naturais brasileiros; o ingresso no Instituto de Química Agrícola (IQA) em 1948; a colaboração com Mário Saraiva; o intercâmbio entre o IQA e o Jardim Botânico; a equipe de pesquisadores e a produção científica da Seção de Química Vegetal do Instituto; a extinção do IQA em 1962; a importância da participação dos pesquisadores nos órgãos governamentais de planejamento científico; o aperfeiçoamento em química dos produtos naturais com Carl Djerassi na Wayne State University: a bolsa da Fundação Rockefeller; a introdução de modernos equipamentos no IQA; o antigo Centro Nacional de Ensino e Pesquisas Agronômicas; as relações do IQA com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; a obtenção do grau de doutor e da livre-docência da cadeira de química orgânica da Escola Nacional de Química; o programa de colaboração científica com Djerassi: a vinda de Benjamim Gilbert, Iam Harrison, Bernard Tursch, Keith Brown e outros cientistas estrangeiros para o IQA; a "vocação" científica do Instituto; o convite para organizar o Centro de Pesquisa de Produtos Naturais (CPPN) junto à Faculdade de Farmácia da Universidade do Brasil; a contribuição de Otto Gottlieb à química brasileira; a situação do IQA após 1962; o afastamento do Instituto em 1964; a experiência na direção do Instituto de Tecnologia Agrícola e Alimentar; a biblioteca do IQA; a criação do CPPN; sua emancipação do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ em 1976; os recursos do CPPN: o convênio com a Universidade de Stanford, o auxílio do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH), do BNDE e da Finep; o acesso à bibliografia especializada e aos equipamentos estrangeiros.

Fita 3: a expansão do CPPN; a carência de técnicos de nível médio no Brasil; o mercado de trabalho para o químico pós-graduado na indústria; as fontes de recursos do CPPN; a criação e a decadência da Academia Brasileira de Química; a luta pela criação de uma nova associação nacional; os obstáculos à publicação de uma revista nacional de química; a participação na SBPC e na Academia Brasileira de Ciências; o papel da Academia.

Sumário da 3ª entrevista:
Fita 4: a contribuição de Carl Djerassi ao desenvolvimento da química no Brasil; o programa Academia de Ciências dos Estados Unidos-CNPq; o rompimento das relações entre Djerassi e o governo brasileiro; crítica ao sistema internacional de patentes; a proposta de elaboração de um sistema de patentes preferencial para os países menos desenvolvidos; a política de patentes do governo brasileiro; a consultoria prestada às indústrias farmacêuticas; o atual interesse da indústria pela pesquisa científica; a política do CNPq: a orientação de José Dion de Melo Telles; o Comitê Assessor de Química; a estrutura do novo CNPq; a atuação da FAPESP: o assessoramento da comunidade científica; o financiamento à ciência no Brasil.

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