Wladimir Lobato Paraense

Entrevista

Wladimir Lobato Paraense

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou, entre outros, por sua atuação como assistente do Serviço de Estudo das Grandes Endemias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), tornando-se depois biologista do quadro permanente do Instituto, do qual é pesquisador titular.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Clara Mariani
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Data: 29/7/1977 a 26/8/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 8h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Wladimir Lobato Paraense
Nascimento: 16/11/1914; Igarapé-Mirim ; PA; Brasil;

Formação: Medicina pela Faculdade de Medicina de Recife (1937).
Atividade: Fez especialização em anatomia patológica na USP, com bolsa concedida por Assis Chateaubriand (1938); organizou o laboratório de patologia do serviço de estudo das grandes endemias (sege) do instituto Osvaldo Cruz (1939); integrou o quadro permanente de biologistas desse instituto (1945); trabalhou como pesquisador associado no Serviço Especial de Saúde Pública (Sesp) (1954-1956); desenvolveu suas pesquisas e foi diretor do Instituto Nacional de Endemias Rurais, em Belo Horizonte (1961-1963); foi professor titular e diretor do Instituto Central de Biologia da Universidade de Brasília (UnB) (1969); chefiou o departamento de biologia animal desse instituto (1 970-1972); foi vice-presidente de pesquisa da Fundação Instituto Osvaldo Cruz (1972).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Astronomia;
Biologia;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Doenças;
Fundação Rockefeller;
Golpe de 1964;
História da ciência;
Importação;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Instituto Oswaldo Cruz;
Medicina;
Metodologia de pesquisa;
Ministério da Saúde;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Saúde pública;
Universidade de Brasília;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: a vocação para as ciências biológicas; o pequeno laboratório doméstico; origem familiar; o interesse inicial pela astronomia; os jornais estudantis; os estudos de medicina em Belém e Recife; o estáqio no laboratório de histologia de Jaime Aben-Athar; a situação do Museu Emílio Goeldi na época; a transferência para Recife; o contato com Jorge Lobo; o concurso para interno do Hospital Osvaldo Cruz; as dificuldades financeiras; a especialização em anatomia patológica na USP: a bolsa de estudos concedida por Assis Chateaubriand; o convite de Evandro Chagas para organizar o laboratório de patologia do Serviço de Estudo das Grandes Endemias (SEGE) do Instituto Osvaldo Cruz; a contratação pelo Instituto em 1941; o auxílio de Guilherme Guinle ao SEGE.

Fita 2: a contribuição financeira de Evandro Cha(aas às pesquisas de Lauro Travassos e Walter Cruz; ,a situação do SEGE após a morte de Evandro; o trabalho sobre o ciclo evolutivo da malária, refutando a teoria de Chaudin: a reação da comunidade científica; a descoberta do micróbio da sífilis por Chaudin; o abandono das pesquisas sobre a malária e a retomada dos trabalhos sobre a leishmaniose; o posto de pesquisa do Instituto Osvaldo Cruz em Belo Horizonte; a criação do Serviço Especial cie Saúde Pública (SESP); os estudos sobre os moluscos hospedeiros intermediários da esquistossomose realizados para o SESP; a continuação dos trabalhos no Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERU); o apoio da Fundação Rockefeller ao desenvolvimento de um programa de pesquisa em genética de moluscos; a experiência na direção do INERU; o contato com Harry Miller Jr.; a organização do Centro de Identificação de Planorbídeos para as Américas; a transferência para Brasília para dirigir o Instituto Central de Biologia da UnB; a abundância de recursos para a pesquisa científica no país após 1964.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 1: a gestão de Henrique Beaurepaire Aragão no Instituto Osvaldo Cruz; o SEGE; o serviço de combate à febre amarela: o convênio com a Fundação Rockefeller; a origem do Instituto Evandro Chagas; a contribuição de Evandro Chagas às pesquisas de Lauro Travassos e Walter Cruz; a instabilidade financeira do Instituto Osvaldo Cruz: o fim da "verba da manqueira", a "verba três"; a equipe de pesquisadores do Instituto; a decadência de Manguinhos; a experiência como vice-presidente de pesquisa da Fundação Osvaldo Cruz: a colaboração com o Ministério da Saúde; a resistência da universidade às pesquisas aplicadas; a importância dos estudos sobre o comportamento social dos macacos Rhesus; pesquisa pura e pesquisa aplicada; o Instituto Osvaldo Cruz: a produção de vacinas, a descoberta da doença de Chagas, o curso de aplicação, a carreira de pesquisador e a de professor, os atuais cursos de mestrado, a formação da equipe técnica; as principais linhas de trabalho da Funda-ção Osvaldo Cruz.

Fita 2: o difícil acesso às aparelhagens científicas: as restrições às importações; a adaptabilidade dos pesquisadores formados no exterior às condições de pesquisa do país; a fabricação da vacina contra a doença de Chagas com grupos alemães; a biblioteca e a revista do Instituto de Manguinhos; a sistemática moderna; os recursos da Fundação Osvaldo Cruz e a distribuição das verbas entre os pesquisadores; o sistema de financiamento do CNPq; o serviço de compras do Instituto Osvaldo Cruz; o declínio de Manguinhos; a reestruturação do Instituto nos anos 70: o apoio do CNPq, os novos laboratórios, o recrutamento dos pesquisadores; os cursos de mestrado: as bolsas do CNPq; o aproveitamento dos pós-graduados pelo Instituto; o ensino de biologia no Brasil; a publicação de trabalhos dos pesquisadores em revistas nacionais e estrangeiras; o regime de trabalho do Instituto Osvaldo Cruz.
Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados