Zeferino Vaz

Entrevista

Zeferino Vaz

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou, entre outras coisas, por sua participação na fundação da Associação Brasileira de Escolas Médicas, da qual foi vice-presidente.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Tjerk Franken
Ricardo Guedes Pinto
Data: 19/12/1977
Local(ais):
Campinas ; SP ; Brasil

Duração: 5h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Zeferino Vaz
Nascimento: 1/1/0001; São Paulo; SP; Brasil;

Falecimento: 9/2/1981; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Faculdade de Medicina de São Paulo(1930).
Atividade: Membro do Conselho Universitário da USP (1937-1964); reitor-interventor da Universidade de Brasília (UnB); reitor da Universidade de Campinas (Unicamp); Secretário de Saúde Pública do Estado de São Paulo; fundador e vice-presidente da Associação Brasileira de Escolas Médicas.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Administração pública;
Artur Neiva;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Biologia;
Carreira acadêmica;
Darcy Ribeiro;
Delfim Neto;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Empresa Brasileira de Telecomunicação;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Exílio;
Faculdade de Medicina de São Paulo;
Física;
Francisco Campos;
Fundação Rockefeller;
Golpe de 1964;
Governo estadual;
História da ciência;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Instituto Oswaldo Cruz;
Jânio Quadros;
Medicina;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Professores estrangeiros;
São Paulo;
Ulhoa Cintra;
Universidade de Brasília;
Universidade de São Paulo;
Zeferino Vaz;
Zoologia;

Sumário

Sumário da entrevista:
Fita 1: origem familiar; a educação ministrada pelos padres salesianos; a experiência como ator e o sucesso no magistério; o vestibular para a Faculdade de Medicina de São Paulo; o ensino secundário de sua época; a opção pela parasitologia: a orientação de Lauro Travassos; a experiência no laboratório de Travassos e o contato com Clemente Pereira; o Boletim Biológico; o laboratório de Ernesto de Sousa Campos; Artur Neiva e a fundação do Instituto Biológico de São Paulo; o laboratório de Lauro Travassos; os encontros culturais na residência de Rodolfo von lhering; o ingresso no Instituto Biológico de São Paulo: a reprodução do quadro da broncopneumonia helmíntica; as condições de trabalho nesse instituto; a implantação do laboratório de parasitologia animal, em colaboração com Clemente Pereira; ciência pura e ciência aplicada; a equipe de pesquisadores e o ambiente de trabalho do Instituto Biológico; a biblioteca do Instituto Osvaldo Cruz; as reuniões de terças e sextas no Biológico; o concurso para catedrático da Faculdade de Medicina Veterinária da USP; as inovações introduzidas no concurso para a cátedra da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).

Fita 2: a implantação do Departamento de Zoologia Médica e Parasitologia da Faculdade de Medicina Veterinária da USP; Francisco Campos e o estatuto universitário de 1931; a Lei de Desacumulação de Cargos e a opção de Zeferino Vaz pela USP; a instituição do regime de tempo integral na Faculdade de Medicina de São Paulo; a importância dessa medida para o desenvolvimento científico do estado; os discípulos de Zeferino Vaz; o recrutamento de bioquímicos para o Departamento de Zoologia Médica e Parasitologia; a liderança do entrevistado no Conselho Universitário da USP; a criação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; o currículo da nova faculdade: o rompimento com o "culto do cadáver" e a incorporação das recentes conquistas científicas à educação médica; a "era galileana" da biologia: a quantificação dos fenômenos biológicos; as inovações introduzidas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto: a implantação do sistema departamental, a criação das cadeiras de bioestatística, medicina preventiva e social, psicologia médica e genética médica, a instituição do regime de tempo integral obrigatório; a pesquisa científica na Faculdade e sua importância para a formação dos jovens médicos; a instituição da carreira didática e do sistema departamental em Ribeirão Preto; o concurso para a cátedra nessa faculdade; a função do professor universitário; a contribuição de André Dreyfus à implantação da genética no Brasil; a atração de Lucien Lison e outros cientistas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; as relações com os governos estadual e federal; o reconhecimento da nova faculdade pelo Conselho Nacional de Educação; o prestígio internacional da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; o apoio da Fundação Rockefeller: a atuação de Harry Miller Jr., Robert Brist Watson e Dean Ruski; o papel dessa fundação no desenvolvimento das ciências biológicas no país.

Fita 3: o número de vagas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; a qualidade dos cursos médicos brasileiros: a liderança de São Paulo; a consolidação da Faculdade e o afastamento de sua direção em 1964; a reeleição para diretor em 1958: a oposição de Ulhoa Cintra, a denúncia de irregularidades em sua administração e o apoio recebido do governo estadual, do Legislativo e da comunidade; as relações com os governadores Jânio Quadros e Lucas Garcez; o engajamento na Revolução de 64 e a nomeação para o cargo de reitor-interventor da UnB; a gestão de Darcy Ribeiro e as conseqüências de seu afastamento da Un B; o reforço ao setor de ciências exatas e biológicas da Universidade durante a gestão de Zeferino Vaz: a contratação de Roberto Salmeron, Otto Gottlieb e Antônio Cordeiro; a crise de 1965: o expurgo de professores; a criação e implantação da Unicamp; a universidade como organismo integrado e voltado para a comunidade; as prioridades iniciais da nova universidade paulista; o incentivo à volta dos cientistas brasileiros exilados no exterior; os modelos arquitetônicos da UnB e da Unicamp.

Fita 4: a universidade medieval; a matematização das ciências e as tendências da universidade contemporânea; a frustração do plano original da USP; os modelos da Unicamp, da UnB e das universidades norte-americanas; o gigantismo da universidade moderna; os professores estrangeiros recrutados pela Unicamp; o Instituto de Física da Unicamp: a contratação de Marcelo Damy, Cesare Lattes, Rogério de Cerqueira Leite e Sérgio Porto, a opção pela física do estado sólido e ciência dos materiais, o apoio financeiro de Dilson Funaro, do Funtec/BNDE e do ministro Delfim Netto, o convênio com a Telebrás; a função social da universidade; o apoio governamental e a autonomia universitária; os recur sos da Unicamp; os limites ao crescimento das universidades; a liberdade dos docentes e o papel do reitor na Unicamp: a corrente de pensamento centrípeta; a nomeação de Cerqueira Leite e Sérgio Porto para coordenar, respectivamente, as faculdades e os institutos da Universidade; a administração centralizada: o relacionamento de Zeferino Vaz com os professores; os critérios de avaliação da produtividade cientítifica; o programa de extensão comunitária da Unicamp; os cursos de administração para pequenas e médias indústrias; as contribuições inovadoras da Unicamp; opções administrativas frente à carência de recursos.

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