MAGALHÃES
NETO, Antônio Carlos
* dep. fed. BA 2003-2007, 2007-2011, 2011-2013; pref. Salvador 2013-2017, 2017-
Antonio
Carlos Peixoto de Magalhães Neto,
conhecido também como ACM Neto, nasceu
em 26 de janeiro de 1979, na
cidade de Salvador (BA), filho
de Antonio Carlos Peixoto de
Magalhães Júnior e Maria do Rosário Vianna de Magalhães. Seu avô, Antônio
Carlos Magalhães, foi uma das maiores lideranças políticas do país no quarto
final do Século XX e primeira década do seguinte, tendo ocupado os cargos de
governador, senador e deputado federal pela Bahia, além de ter sido ministro
das Comunicações no Governo de José Sarney (1985-1990). Seu pai foi também
senador pela Bahia, e seu tio, Luis Eduardo Magalhães, foi constituinte e
deputado federal, também pela Bahia, nas décadas de 1980 e 1990.
Filiou-se
ao Partido da Frente Liberal (PFL) em 1999, ainda antes de se formar em Direito
pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2001.
No
período de 1999 a 2002, foi assessor na Secretaria
de Educação do Estado da Bahia, em Salvador, na gestão do governador César Borges (1998-2002), e foi presidente da Diretoria Estadual do PFL Jovem (BA). Ainda no ano
de 1999, foi presidente e vice-presidente da Diretoria Nacional do PFL Jovem.
Em
2002, concorreu e foi eleito deputado federal na legenda do PFL.
Na
Câmara, foi vice-líder do PFL, em 2003, e destacou-se como membro da oposição,
um dos mais ativos e agressivos investigadores, além de atuar como sub-relator
de Fundos de Pensão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos
Correios, umas das três que foram instaladas, em 2005, para investigar o
envolvimento de parlamentares da base aliada do governo Luís Inácio Lula da
Silva (2003-2007) num esquema de compra de votos, conhecido como escândalo do
mensalão. Neste esquema, os parlamentares receberiam propinas em troca de votos
favoráveis a projetos de interesse do governo. A CPMI dos Correios teve como
ponto de partida a denúncia de um esquema de corrupção naquele órgão público,
comandado por pessoas nomeadas pelo então presidente nacional do Partido
Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson (RJ). Em reação a tais
acusações, Jefferson denunciou a existência do “mensalão” em entrevista, o que
deu ensejo ao escândalo e às investigações conseqüentes. No relatório final da
sub-relatoria de Fundos de Pensão da CPMI dos Correios, ACM Neto pediu o
indiciamento de 49 pessoas que estariam envolvidas com fundos de pensão ou com
entidades financeiras responsáveis pelo desvio de mais de R$ 700 milhões dos
fundos de pensão de empresas estatais, no período de 2000 a 2005. Neste relatório, ACM Neto pediu ainda ao Ministério Público Federal que fossem
investigados contratos de patrocínio celebrados entre a Telemar e a empresa
Gamecorp, da qual o filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva (o
Lulinha), era um dos sócios.
Na
legislatura 2003-2007, ACM Neto foi ainda titular da comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Obteve novo mandato de deputado
federal nas eleições de 2006. Entre 2007 e 2008 foi o primeiro-vice-líder do
Democratas (DEM), legenda que substituiu então o PFL, e, entre fevereiro de
2007 e fevereiro de 2008 foi líder do novo partido. Foi também segundo
vice-presidente e corregedor da Mesa Diretora da Casa, e titular das comissões
permanentes de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Constituição
e Justiça e de Cidadania; de Constituição e Justiça e de Redação e, de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional.
Nas
eleições de 2008, ACM Neto concorreu, na legenda do DEM, à prefeitura de
Salvador, não chegando a disputar o segundo turno do pleito. O vencedor foi o
então prefeito João Henrique, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro
(PMDB), reeleito com o apoio do DEM no segundo turno das eleições.
Líder do seu partido na Câmara dos Deputados, no pleito de outubro de
2010 voltou a ser eleito deputado federal pela Bahia na legenda do DEM, com
328.450 votos, a maior votação do estado. Iniciou seu novo mandato em fevereiro
do ano seguinte. Nesse ano defendeu
no plenário proposta de aumento do mínimo para R$560,00 e foi apontado como o
6º parlamentar mais influente no Congresso.
Em 2012 foi lançado, pelo
seu partido, candidato à Prefeitura de Salvador. No pleito de outubro desse ano
ACM Neto ficou em primeiro lugar com 518.976 votos (40,17%), qualificando-se
para disputar o segundo turno com o segundo colocado, petista Nélson Pelegrino
(39,73%). Realizado o pleito no dia 28 de outubro, o
deputado federal ACM Neto foi eleito novo prefeito de Salvador com 717.865
votos, correspondentes a 53,51% dos votos válidos, derrotando o também deputado
federal Nélson Pelegrino (PT), candidato apoiado pelo governador Jaques Wagner,
que obteve 46,49% dos votos válidos. Nesse segundo turno contou com o
importante apoio do PMDB de Geddel Vieira Lima, tradicional adversário político
de sua família.
Eleito, afirmou que buscaria auxílio de uma consultoria
externa para elaborar uma nova estrutura administrativa no município e que seus primeiros dias de governo seriam pautados por
medidas "pouco populares", como cortes de cargos de confiança e
revisões de contratos, para que houvesse verbas para "intervenções
urgentes" na cidade. Assumiu sua cadeira no Executivo da capital baiana
no dia 1º de janeiro de 2013, em substituição a João Henrique Carneiro.
Em gestão marcada pela revitalização da orla da capital baiana, e pelo recapeamento de ruas, e criticada por suposta negligência no que se refere aos investimentos em saúde e educação, fora avaliado como o prefeito de o maior índice de aceitação entre 13 capitais do país
pesquisadas pelo Instituto Paraná, segundo o qual teria 84,7% de aprovação da população soteropolitana.
Para as eleições municipais de
2016 construiu uma coligação de 15 partidos, incluindo o PMDB,
adversário histórico, que nomeou seu candidato a vice, Bruno Reis, e o PSDB,
fato que lhe proporcionou um maior tempo no horário eleitoral no rádio e na TV.
Realizado o pleito em outubro desse ano, ACM Neto recebeu 982.246 votos, correspondentes a
73,99% dos votos válidos, e derrotou, logo no primeiro turno, sua principal
adversária do PCdoB, a deputada federal Alice Portugal, que obteve 14,55% dos
votos válidos. Com esta expressiva vitória teve garantida uma base aliada de
quase 70% na Câmara dos Vereadores da capital baiana e já começou a pensar a
sua candidatura nas eleições gerais de 2018.
Em dezembro seguinte, o Tribunal
Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rejeitou suas contas da campanha eleitoral
de 2016. Na decisão, o juiz Oswaldo Rosa Filho determinou que ACM Neto devolvesse
R$ 370 mil aos cofres públicos em função de irregularidades na prestação de
contas e na utilização de recursos do fundo partidário de forma não comprovada.
O processo ainda estava sendo julgado em primeira instância e caberia recurso
no próprio TRE.
Iniciou seu novo mandato à frente do
Executivo da capital baiana no dia 1º de janeiro de 2017. Na Câmara de
Vereadores, onde tomou posse, ACM Neto destacou o contingenciamento de gastos e
disse que continuaria priorizando os mais pobres em sua gestão.
Casou-se com a médica Lídia Salles de Magalhães, com quem teve duas filhas.
FONTES:
Globo
(online) 02 nov. 2005; 10 ago. 2007; 06 out. 2008. Disponível
em : <http://oglobo.globo.com>.
Acesso em : 24 out. 2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em :
<http://www.camara.gov.br;>.
Acesso em : 05 out. 2009;Portal do dep. fed. ACM Neto. Disponível em : <http://www.acmneto.com.br;>.
Acesso em : 10 nov. 2009. Portal G1 de notícias. Disponível em: <http://www.g1.globo.com/>. Acesso em 17 mar. 2017