Joaquim Pais de Brito II

Entrevista

Joaquim Pais de Brito II

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto terá vigência de dois anos, a partir de 01/01/2008. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Vídeo, com consulta no portal

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Karina Kuschnir
Maria das Dores Guerreiro
Antonio Firmino da Costa
Graça Índias Cordeiro
Data: 15/12/2008 a 21/4/2009
Local(ais):
-- ; -- ; Portugal

Duração: 6h8min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Joaquim Maria Valença Pais de Brito
Nascimento: 1/1/0001; --; --; Portugal;

Formação: Graduação em Direito pela Universidade de Coimbra; Licenciatura em Estudos de Etnologia pela Universite de Paris VII; Mestrado em Antropologia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales na França e Doutorado em Antropologia Social pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa em Portugal.
Atividade: Coordenador científico do curso de Mestrado em Antropologia no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Iscte), em Lisboa. É diretor do Museu Nacional de Etnologia desde 1993.

Equipe


Transcrição: Rute Mota;

Conferência da transcrição: Carlos Subuhana ;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Ítalo Rocha Viana;

Sumário: Thais Blank;

Temas

África;
Antropologia;
Assuntos familiares;
Ciências Sociais;
Direito;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
História de vida;
Intelectuais;
Intercâmbio cultural;
Museu Nacional;
Museus;
Obras de referência;
Portugal;
Produção intelectual;
Sociologia;

Sumário

1ª Entrevista: 15.12.2008
Origens familiares; a vida em Beira Alta, uma vila rural em Portugal; o universo da casa e da família; tensões entre o universo rural e o universo urbano; a importância do pai; anos de formação; a relação familiar com a leitura; a formação no Liceu em Viseu, o curso de Direito em Coimbra; a relação com a poesia; a importância do Direito e do Código Civil em sua formação; a entrada no Curso de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC) em 1965; o trabalho com o diretor teatral Vitor Garcia e com o diretor do Teatro Nacional da Catalunha Ricardo Salvat; a experiência de militância no CITAC; o exílio na França em 1972; menção ao primeiro curso em que se inscreve na universidade de Paris 7: o do Departamento de Etnologia e Ciências das Religiões, dirigido pelo Robert Jaulin; referência aos livros L’éthnocide e A paz branca, de Robert Jaulin; o curso na École des Hautes Études e a primeira visita ao Rio de Onor em 1975; o regresso a Portugal e a introdução da Antropologia no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE); a pesquisa de Rio de Onor em 1976; o surgimento da Antropologia no ISCTE; a criação da licenciatura em Antropologia em 1982/1983; a formação de uma nova geração de alunos e professores; o olhar sobre a sociedade portuguesa; a entrada no Museu de Etnologia; a relação com a equipe responsável pela criação do Museu: Ernesto Veiga de Oliveira, Margot Dias, Jorge Dias, Fernando Galhano e Benjamim Pereira; o encontro dos Museus organizado pela UNESCO em 1977, o projeto da coleção Portugal de Perto, o cargo de diretor do Museu em 1994; a criação do Centro de Estudos da Antropologia Social no ISCTE; o dossiê dos Ameríndios e o dossiê da etnografia portuguesa; o projeto da exposição “Os Índio, Nós”; a coleção “Coisas de Índios”; a experiência de Rio de Onor como laboratório de compreensão das sociedades; as diferenças com as interpretações de Jorge Dias; as especificidades da aldeia; a importância da História da etnografia portuguesa; a influência da obra do autor brasileiro Sérgio Buarque de Holanda; comentários sobre os livros Visão do paraíso: os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil e Raízes do Brasil; a influência do poeta peruano José María de Arguedas; referenciais teóricos: a Júlio Caro Baroja e sua obra,em especial o livro El carnaval, a obra de Michail Bakhtin; o panorama atual das Ciências Sociais; o intercâmbio cultural entre os países de língua portuguesa; a relação com o Brasil; a vinda ao Museu Nacional do Rio de Janeiro; a relação com África; os projetos de museus em vários países africanos; Timor Leste, Moçambique e São Tomé e Príncipe; a Antropologia na atualidade e a perda de um território definido pela disciplina; a relação com outras disciplinas; a elaboração das aulas; o ofício do cientista social; o lugar do antropólogo no mundo; o tempo da pesquisa; o fascínio pelas pessoas.



2ª Entrevista: 13.02.2009

A atuação na direção do Museu Nacional de Etnologia e a importância do Museu; a tradição francesa de museus; o relacionamento entre os museus locais; o museu de Idanha-A-Nova e a criação do Centro Cultural de Idanha; o projeto museológico em Torre Molinos; comentários acerca do período de construção e “convulsão” dos grandes museus europeus; o projeto da cidade de Metara no Sul da Itália; a pesquisa e a exposição sobre o fado; o início da pesquisa no ISCTE; a intensificação da pesquisa em 1993/1994; o papel da alteridade na construção de uma identidade; os heróis civilizadores do fado; o tema da tristeza no fado; a divulgação da produção antropológica; o surgimento da coleção Portugal de perto; a necessidade de publicação dos trabalhos acadêmicos; menção aos filmes realizados por Margot Dias (1958-1961) entre os Macondes; as novas pesquisas e produções; observações sobre o programa de estágios no Museu de Etnologia; reflexões sobre os caminhos da Antropologia; a necessidade de uma comunicação interdisciplinar; o engajamento das novas gerações.

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