Edna Roland

Entrevista

Edna Roland

Entrevista realizada no contexto do projeto "História do Movimento Negro no Brasil", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com o South-South Exchange Programme for Research on the History of Development (Sephis), sediado na Holanda, a partir de setembro de 2003. A pesquisa tem como objetivo a constituição de um acervo de entrevistas com os principais líderes do movimento negro brasileiro. Em 2004 passou a integrar o projeto "Direitos e cidadania", apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. As entrevistas subsidiaram a elaboração do livro "Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC." Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007. A escolha da entrevistada justificou-se, entre outras coisas, por ter sido uma das fundadoras do Geledés Instituto da Mulher Negras e por ter fundado e ser presidente de honra da Fala Preta! Organização de Mulheres Negras.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC. Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Amilcar Araujo Pereira
Data: 22/7/2004
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 6h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Edna Maria Santos Roland
Nascimento: 12/1/1951; Codó; MA; Brasil;

Formação: Mestrado em Psicologia Social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Atividade: Pesquisadora visitante do Harvard Center for Population and Development Studies; coordenadora de combate ao racismo e à discriminação racial da UNESCO para a região da América Latina e Caribe. Participou da Fundação do Coletivo de Mulheres Negras em São Paulo e uma das fundadoras do Geledés Instituto da Mulher Negra. Fundou e é presidente de honra da Fala Preta! Organização de Mulheres Negras.

Equipe


Transcrição: Amilcar Araujo Pereira;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Luisa Quarti Lamarão;

Temas

Abertura política;
África do Sul;
Ato Institucional, 5 (1968);
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Ceará;
Civis e militares;
Discriminação racial;
Discriminação social;
Estados Unidos da América;
Falecimento;
Família;
Feminismo;
Goiás;
Intercâmbio cultural;
Mercado de trabalho;
Movimento negro;
Movimentos sociais;
Mulher;
Negros;
Ordem dos Advogados do Brasil;
Planejamento familiar;
Pós - graduação;
Psicologia;
Racismo;
Repressão política;
São Paulo;
Saúde pública;
UNESCO;
Universidade Federal de Minas Gerais;

Sumário

FITA 1-A
Origem familiar; trajetória escolar; a experiência do intercâmbio nos Estados Unidos (1967); breve lembrança sobre episódio de racismo no Ceará; considerações sobre a miscigenação da família; recordações da tomada de consciência da condição de negra.

FITA 1-B
As mudanças após a viagem para os EUA; contexto político da entrada no curso de Psicologia na Universidade Federal de Minas Gerais (1969); longos comentários sobre o envolvimento com o grupo Política Operária - Polop e a repressão militar; mudança para São Paulo e a entrada para a clandestinidade; o emprego de secretária bilíngüe em empresas multinacionais: mecanismos para fugir da repressão.

FITA 2-A
Conjuntura da abertura política no Brasil; considerações sobre o mestrado e o início do envolvimento com o movimento negro; informações sobre os movimentos sociais de São Paulo na época da abertura política; breves considerações sobre o Centro de Documentação do Negro - CEDOC.

FITA 2-B
Informações sobre o CEDOC; comentários sobre as diversas tentativas de criação de um grupo militante da causa negra; a criação do Bloco Afro Alafiá; problemas enfrentados para a realização do desfile do bloco; participação da entrevistada no Conselho da Condição Feminina de São Paulo e a criação do Coletivo de Mulheres Negras (1984).

FITA 3-A
A coordenação da Comissão de Mulheres Negras (1988); debate sobre a esterilização e o movimento feminino; conjuntura política da instalação do Tribunal Winnie Mandela (1988); recordações do dia do lançamento do Tribunal; motivos da saída do Conselho da Condição Feminina do Tribunal; relato do preconceito sofrido dentro do Conselho da Condição Feminina; dificuldades enfrentadas no trabalho na Ordem dos Advogados do Brasil; a coordenação do Programa de Saúde da Mulher (1989); informações sobre o Encontro Estadual de Mulheres Negras, em São Paulo (1984); breve discussão sobre a conjunção gênero e raça.

FITA 3-B
Breves considerações sobre o problema de gênero dentro do movimento negro; a criação do Geledés (1988): primeiras atividades; a viagem para os Estados Unidos (1989); informações sobre o financiamento de instituições norte-americanas ao movimento negro; comentários sobre a evolução da estrutura do Geledés; lembranças do Seminário Preparatório para a Conferência Mundial de Pobreza e Desenvolvimento; informações sobre a declaração redigida no Seminário Preparatório.

FITA 4-A
Discussão sobre a importância da prevenção da AIDS entre a população negra; recordações da produção do vídeo Todos os dias são seus (1992); conjuntura da criação da Lei de Regulamentação do Planejamento Familiar; atuação como coordenadora regional da Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos; articulação da Secretaria de Saúde de São Paulo com o movimento negro: o seminário O quadro negro da Saúde; implementação do quesito cor no Sistema Municipal de Informações em Saúde; relato de casos de racismo no sistema público de saúde; discussão sobre os critérios de raça no Brasil.

FITA 4-B
Visão sobre os referenciais da cultura negra; avaliação da militância da entrevistada; contexto da criação do grupo Fala Preta!; considerações sobre a bolsa de estudos em Harvard (1997); longos comentários sobre a equipe do projeto Iniciativa Comparativa de Relações Humanas; problemas enfrentados devido ao racha entre o movimento negro e o governo brasileiro na reunião em Cape Town.

FITA 5-A
Lembranças do encontro com Nelson Mandela; comentários sobre a Comissão de Reconciliação e Verdade da África do Sul; comparação entre o racismo no Brasil, Estados Unidos e África do Sul; conseqüências do fim do apartheid na África do Sul; impacto da Conferência de Durban nas relações raciais no Brasil (2001).

FITA 5-B
Participação da entrevistada na Conferência Regional de Santiago (2000); opinião da entrevistada sobre o conceito de afro-descendente; a indicação para relatora da Conferência de Durban (2001); o processo de negociação do uso do termo "ação afirmativa ou positiva" com os EUA e a União Européia.

FITA 6-A
Comentários sobre a questão da presidência do programa de ação; considerações sobre a função de relatora da Conferência de Durban; informações sobre a organização da Conferência; dificuldades enfrentadas na Conferência de Durban devido a saída de EUA e Israel da mesa de negociações; a saída de Hédio Silva Júnior do Conselho Nacional; perspectivas da ação afirmativa para o futuro; breve debate sobre as diferenças entre pobreza e racismo.

FITA 6-B
(continuação) Debate sobre as diferenças entre pobreza e racismo; informações sobre o cargo de coordenadora de combate ao racismo e à discriminação da Unesco; comentários sobre a criação de um índice de desigualdade racial; luta pela implementação de políticas públicas para a população negra; informações sobre anemia falciforme.

FITA 7-A
Opinião da entrevistada sobre a discriminação no mercado de trabalho; breves considerações sobre a participação no Clube de Roma.
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