João Francisco dos Santos

Entrevista

João Francisco dos Santos

Entrevista realizada no contexto do projeto "História do Movimento Negro no Brasil", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com o South-South Exchange Programme for Research on the History of Development (Sephis), sediado na Holanda, a partir de setembro de 2003. A pesquisa tem como objetivo a constituição de um acervo de entrevistas com os principais líderes do movimento negro brasileiro. Em 2004 passou a integrar o projeto "Direitos e cidadania", apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. As entrevistas subsidiaram a elaboração do livro "Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC." Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007. A escolha do entrevistado justificou-se por sua participação na fundação do Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN) e por ter fundado a Associação Cultural Akomabu.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC. Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Amilcar Araujo Pereira
Data: 7/9/2004
Local(ais):
São Luís ; MA ; Brasil

Duração: 1h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: João Francisco dos Santos
Nascimento: 2/6/1936; São Luís; MA; Brasil;

Formação:
Atividade: Funcionário público. Participou da fundação do Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN) e fundou a Associação Cultural Akomabu.

Equipe


Transcrição: Amilcar Araujo Pereira; ;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Fabrício Almeida;

Temas

Ação Católica Brasileira;
Atividade profissional;
Clandestinidade;
Classe trabalhadora;
Esquerda;
Exército;
Exílio;
Família;
Filosofia;
Formação escolar;
Golpe de 1964;
Governos militares (1964-1985);
Igreja Católica;
Infância;
Leonel Brizola;
Maranhão;
Militância política;
Movimento negro;
Partido Democrático Trabalhista - PDT;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Questão agrária;
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS);
União Nacional dos Estudantes;

Sumário

Entrevista: 07.09.2004

Fita 1-A: Origens familiares no Maranhão; as atividades profissionais de seus pais; a mudança de sua mãe para São Luís e o trabalho como empregada doméstica; a infância do entrevistado; a formação escolar; a participação na Ação Católica; as relações com a Igreja Católica e a entrada na Juventude Operária Católica (JOC); as primeiras atividades profissionais exercidas; a criação da Faculdade de Medicina pela Igreja Católica em São Luís; a experiência profissional no Departamento de Histologia; o serviço no Exército; a visão crítica a partir da JOC; a consciência racial da JOC; as relações conflituosas entre operários e patrões; reflexões sobre o Maranhão e o jogo político; o mau funcionamento das leis trabalhistas no Maranhão da década de 1950; a escrita do jornal Akomabu; o programa Nossa gente na rádio; as idas para o Rio de Janeiro; o contato com o estivador Raimundo Francisco Pinheiro; o golpe de 1964 e seu exílio; a bolsa internacional a partir dos contatos com a União Nacional dos Estudantes (UNE); o retorno ao Brasil como clandestino; a resistência contra a ditadura militar; o curso de Filosofia durante o exílio em Moscou; a posição de Moscou como o centro do movimento internacional socialista; a questão racial em Moscou; a presença de africanos militantes anticoloniais na escola de Filosofia; a recepção da mãe durante a clandestinidade do entrevistado; o engajamento político e o contato com figuras proeminentes.
Fita 1-B: A questão racial e os movimentos de esquerda na década de 1950 e 1960; a contribuição no apoio estratégico dos movimentos de resistência à ditadura; as mudanças de itinerários durante o período ditatorial; o retorno ao Maranhão; a filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e sua atuação no movimento negro; a criação do Centro de Cultura Negra (CCN); as divergências partidárias no CCN.
Fita 2-A: As reuniões do CCN com o Partido dos Trabalhadores (PT); a polêmica da CNN televisionada; a ruptura com o CNN e a reivindicação do termo Akomabu; a relação com as Ligas Camponesas; o massacre em Perapema, na década de 1960; a questão agrária em Maranhão; a influência de Abdias do Nascimento em sua formação; a vida conjugal; as oportunidades profissionais após o exílio; o curso de Administração e Contabilidade; a opção pela filiação ao PDT; os contatos com Leonel Brizola; as conexões com o movimento quilombola do Maranhão; o contato com João do Vale; reflexões sobre sua trajetória de vida.
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