José Manuel Diaz Francisco

Entrevista

José Manuel Diaz Francisco

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória Histórica e Estratégica da Energia Nuclear no Brasil”, desenvolvido pelo CPDOC/FGV com financiamento da FINEP, entre setembro de 2009 e setembro de 2011. O projeto visa à criação de um banco de entrevistas com pessoas de grande expressão na história da energia nuclear no Brasil. Serão realizadas 100 horas de entrevistas, que resultarão na construção dos originais de um livro.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Marly Silva da Motta
Regina da Luz Moreira
Data: 3/11/2009 a 9/12/2009
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 5h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Manuel Diaz Francisco
Formação: Engenharia Elétrica - Universidade Federal do Rio de Janeiro (1973)
Atividade: Coordenador de Comunicação e Segurança da Eletronuclear.

Equipe

Levantamento de dados: Tatiana Pedro do Coutto;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Tatiana Pedro do Coutto;Marly Silva da Motta;Lucas Assis Nascimento;

Transcrição: Katarina Wolter;

Conferência da transcrição: Hozana Beatriz Leite Cabral;Marina Monassa Mendes;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Lucas Assis Nascimento;Tatiana Pedro do Coutto;

Temas

Acordo Nuclear Brasil - Alemanha (1975);
Centrais nucleares;
Comissão Nacional de Energia Nuclear;
Energia nuclear;
Engenharia;
Formação acadêmica;
Furnas Centrais Elétricas;
Intercâmbio científico e tecnológico;
Meio ambiente;
Migração;
Usinas Nucleares;

Sumário

1ª Entrevista: 03/11/2009

Origens familiares; migração Espanha/Brasil (1952); primeiros tempos no Brasil; os primeiros estudos; a escolha da engenharia elétrica; os estudos na UFRJ durante o regime militar; estágio na General Eletric; formatura (1973); entrada em Furnas (1974); a questão de naturalizar-se brasileiro ou não; passagem pela termoelétrica de Santa Cruz; treinamento nos EUA para Angra I; o Acordo Nuclear Brasil/Alemanha (1975); comissionando Angra I; isolamento entre pessoal de Angra I e Angra II; atritos com americanos por conta de problemas técnicos de Angra I; problemas e mudanças constantes da montagem de Angra I; criação da Nucon (1981); a fiscalização da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear); as relações entre licenciados e os técnicos da CNEN.


2ª Entrevista: 09/12/2009

Processo de obtenção da licença de operador de usina nuclear, avaliação técnica e psicológica; relação entre licenciados (funcionários) de Angra I e técnicos da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear); dificuldades na construção e funcionamento da usina; falhas iniciais nos testes de potência; diferença de qualidade dos componentes primários (nucleares) e secundários (parte térmica/convencional); ciclo de vida de um projeto: concepção, construção/montagem, testes e desmontagem; problemas do projeto, na construção, burocráticos e falta de experiência; cultura “estatal” e lentidão do projeto; início das operações de Angra I – “um degrau de cada vez”; o contrato turnkey entre Furnas e Westinghouse; produção de energia e operação comercial da usina; paralelo entre as funções do atual ONS (Operador Nacional do Sistema), ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o órgão competente da época (despacho central); o envolvimento com a parte técnica e desconhecimento da dimensão política da construção e operação da usina; acidente de Chernobyl: impacto comercial, financeiro, de segurança e credibilidade sobre a energia nuclear; fatores humanos, organizacionais, e cultura de segurança; organização em Angra I: muitos níveis hierárquicos, modelo americano; graus de hierarquia e autonomia; manual de procedimentos e atribuição de responsabilidades: FSAR (final safety analysis report); curso de licenciamento técnico e estágio na usina de Zion (Illinois, EUA), 1975-1976; cursos no simulador em Madrid, Espanha, 1983; comparação entre Angra I e Angra II: reatores (PWR), uso do espaço e housekeeping, formação dos operadores; diferença na cultura de Angra I e Angra II, e entre técnicos norteamericanos e alemães; a “arrogância técnica” dos alemães; importância da troca de experiências entre países e gerações de equipamentos diversos; Eletronuclear: Fusão Angra I (Furnas) e Angra II (NUCLEN); persistência de diferenças culturais entre funcionários das duas organizações; relação entre “fragilidade”, transparência, penetração e intercâmbio de informações; embate Furnas vs. Westinghouse; perda judicial e impacto na cooperação por parte do fabricante; relação entre cliente e fabricante (Westinghouse), e avaliação da abordagem no caso do problema no gerador de vapor; a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e ida para a Áustria; o convite de Robert Moore (EUA) para vaga de revisor (“expert”) na AIEA; o fator decisivo para mudança para Áustria: educação dos 3 filhos; o trabalho no OSART (Operational Safety Review Team), da AIEA; a carreira na AIEA; a comparação entre OSART (AIEA/ONU) e WANO (privada, originalmente dos EUA); a criação do workshop de preparação para autoavaliação utilizando metodologia da AIEA na usina que será revisada; impacto na crise de Chernobyl: necessidade de sobrevivência da tecnologia nuclear, organização do setor e intercâmbio de informações entre diferentes países; o retorno ao Brasil em 2001; o convite para Angra; o convite para chefia de comunicação e segurança na Eletronuclear; referência à Pedro Figueiredo e Flávio Decat; o impacto do apagão; níveis de segurança: técnica, operacional, política dê segurança e cultura; o custo político de decisões pró-nucleares, à época da entrevista; ação do Ministério Público contra Angra 3 (dez. 2009) e reação da Eletronuclear; futuro do nuclear, meio ambiente e momentum;Brasil, progresso e energia.
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