Ronaldo Arthur da Cruz Fabrício

Entrevista

Ronaldo Arthur da Cruz Fabrício

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória Histórica e Estratégica da Energia Nuclear no Brasil”, desenvolvido pelo CPDOC/FGV com financiamento da FINEP, entre setembro de 2009 e setembro de 2011. O projeto visa à criação de um banco de entrevistas com pessoas de grande expressão na história da energia nuclear no Brasil. Serão realizadas 100 horas de entrevistas, que resultarão na construção dos originais de um livro.
Forma de Consulta:

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Marly Silva da Motta
Regina da Luz Moreira
Data: 5/11/2009 a 16/11/2009
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h46min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Ronaldo Arthur da Cruz Fabrício
Formação: Engenharia Civil - Universidade do Brasil (1957)
Atividade: Vice-presidente Executivo da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN).

Equipe

Levantamento de dados: Tatiana Pedro do Coutto;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Lucas Assis Nascimento;Marly Silva da Motta;Tatiana Pedro do Coutto;

Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;Gabriel Natal Botelho Vitiello;

Conferência da transcrição: Hozana Beatriz Leite Cabral;Marina Monassa Mendes;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Lucas Assis Nascimento;

Temas

Acordo Nuclear Brasil - Alemanha (1975);
Acordos e tratados nucleares;
Alemanha;
Centrais nucleares;
Comissão Nacional de Energia Nuclear;
Energia elétrica;
Energia nuclear;
Engenharia;
Furnas Centrais Elétricas;
Governo José Sarney (1985-1989);
José Israel Vargas;
Niterói;
Paulo Nogueira Batista;
Política nuclear;
Privatização;
Programa Nuclear Brasileiro;
Trajetória política;
Urânio;
Usinas Nucleares;

Sumário

1 ª entrevista: 05/11/2010

Origens familiares; estada em Londres; preparação para o vestibular; conhecendo a futura esposa; a escolha da engenharia; o ingresso na faculdade (1953); vida na faculdade; formatura (1957); casamento (1957?); a mudança para Niterói; a empresa de construção Brito & Fabrício; os cargos de: Engenheiro Civil da Comissão Estadual de Energia Elétrica (1958/1964) e Diretor Técnico da Comissão Estadual de Energia Elétrica; levando energia ao interior do estado; a função de Superintendente das Centrais Elétricas Fluminenses, CELF (1964); a saída da CELF e entrada em Furnas (1967); usina hidrelétrica de Funil (1967/1970); Furnas decide comprar uma usina nuclear e abre concorrência internacional; Westinghouse vence concorrência; viagem aos EUA para observar construção de diferentes usinas nucleares (1971); adjunto do Chefe de Obras em Angra I; a escolha da localização da usina; início das obras de Angra I (1972); problemas com a Rio-Santos; indicação para a prefeitura de Niterói (1975); a escolha do secretariado; problemas na prefeitura; reestruturação da prefeitura de Niterói; as ações como prefeito; a saída da prefeitura (1977); preocupação pessoal com as crianças abandonadas; participação em pastorais; conhecendo Paulo Nogueira Batista (1976); o cargo de diretor-superintendente da Nuclen (1977); a aproximação de dos EUA e o acordo nuclear com os Alemães.

2² entrevista: 16/11/2009

Tentativa de um acordo nuclear com os EUA; o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha (1975); a importância da tecnologia de enriquecimento de urânio; pressões internacionais sobre o acordo com a Alemanha; as diferenças entre ultracentrifugação, jato centrífugo e difusão gasosa; a barreira entre o Programa Oficial e o Programa Paralelo; a importância da bomba para os militares; a escolha de Paulo Nogueira Batista para a Nuclebrás (1975); a formação dos recursos humanos para o Programa Oficial; convite para a Nuclen (1977); diferenças culturais entre Brasil e Alemanha; a divisão das funções entre Nuclen e Furnas na construção das usinas nucleares; o início da construção de Angra II; o problema das fundações de Angra II; a saída de Paulo Nogueira Batista da Nuclebrás (1983); as dificuldades de orçamento para montagem de Angra II; o pedido de demissão da Nuclebrás (1986); a ida para a iniciativa privada; as dificuldades de orçamento do setor elétrico durante o Governo Sarney (fim do tripé do orçamento); as etapas de construção de uma usina nuclear; experiência na iniciativa privada (empresa de reengenharia) e a desilusão com energia nuclear; a CPI Nuclear (1978); o acúmulo de cargos (1983-1986); os problemas de Angra I; a Comissão Israel Vargas (1985); a ida para a ABDAN (convite de Paulino Cícero); a reorganização da Nuclebrás e o surgimento da INB (1988); responsabilidade pela construção de Angra II; volta para Furnas (1988); os prejuízos causados pelo acidente de Three Mile Island ao mercado nuclear; o cargo de diretor de Produção Termonuclear de Furnas; Angra I parada nos 18 meses anteriores (1993); o acerto com a KWU para a produção de combustível para Angra I e os problemas técnicos desse arranjo (1993); o acerto para venda de combustível com Westinghouse (1998); o cargo de Presidente de Furnas (1994-1995); os preparativos para a privatização do setor elétrico; a questão de privatizar Furnas; função de Diretor-presidente da Nuclen (1995-1997); a criação da Eletronuclear; a presidência da Eletronuclear (1997); problemas da integração entre setor nuclear de Furnas e Nuclen; o financiamento da construção de Angra II pela Eletrobrás; término da construção de Angra II (2000); atritos com o Ministro de Minas e Energia Daniel Tourinho; a saída da eletronuclear e volta à iniciativa privada (2000)- as eleições municipais em Niterói (2002); possibilidades de privatização do setor nuclear; a revalorização da energia nuclear hoje; o papel da CNEN no futuro da energia nuclear no Brasil; a fiscalização da AIEA.
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